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Polícia Civil cria protocolo para agilizar buscas por pessoas desaparecidas no RS


Foto: André Ávila/ Agência RBS
Foto: André Ávila/ Agência RBS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul passou a adotar um novo protocolo para padronizar e acelerar o atendimento de ocorrências de desaparecimento envolvendo pessoas em situação de maior vulnerabilidade. A medida estabelece procedimentos obrigatórios para todas as delegacias do Estado e prioriza casos que envolvam crianças, adolescentes, idosos, mulheres em situação de violência e pessoas com deficiência física ou intelectual.

Atualmente, o Rio Grande do Sul possui 154 casos de desaparecimento em aberto. Desde o início de 2026, foram registradas 1.649 ocorrências, das quais 1.495 terminaram com a localização da pessoa desaparecida, índice de resolução de 90,7%. Os maiores números de registros concentram-se entre crianças e adolescentes.


Até então, as investigações eram conduzidas de acordo com os procedimentos adotados por cada delegacia. Com o novo protocolo, a atuação passa a seguir um padrão único em todo o Estado, com definição de prioridades conforme o nível de risco de cada caso.


Classificação por nível de risco

O protocolo estabelece uma classificação por cores para determinar a urgência das buscas.

Os casos de risco crítico (vermelho) incluem crianças menores de 12 anos, pessoas com Alzheimer ou outras demências, pessoas com deficiência intelectual, situações com risco de suicídio, suspeita de sequestro, vítimas de violência doméstica, pessoas que dependem de medicação contínua e desaparecimentos ocorridos em áreas consideradas de risco. Nessas situações, a resposta policial deve ser imediata.


A categoria alto risco (laranja) contempla adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, indivíduos com histórico de desaparecimentos, casos com indícios de exploração sexual ou situações de vulnerabilidade social. Também recebem atendimento imediato.


Já os casos classificados como risco moderado (amarelo) envolvem desaparecimentos sem fatores agravantes identificados, mas que ainda exigem atendimento prioritário.


Procedimentos nas primeiras horas

O documento também determina quais medidas devem ser adotadas nas primeiras horas após o registro da ocorrência.

Nas primeiras duas horas, a delegacia responsável deve registrar imediatamente o desaparecimento, recolher uma fotografia recente da pessoa, entrevistar familiares, verificar hospitais, unidades de saúde e instituições de acolhimento, além de comunicar a Divisão de Inteligência da Polícia Civil.


Até seis horas após o registro, os policiais devem realizar pesquisas em bancos de dados, levantar endereços, analisar redes sociais e buscar informações sobre possíveis conflitos familiares, ameaças ou episódios de violência que possam estar relacionados ao desaparecimento.


Em até 24 horas, o protocolo prevê diligências presenciais em locais onde a pessoa possa estar, análise de imagens de câmeras de monitoramento públicas e privadas e contato com instituições que possam auxiliar na localização. O grau de risco também deve ser reavaliado para definir novas estratégias de busca.


Caso a pessoa não seja encontrada após esse período, as investigações continuam com produção de novos relatórios, compartilhamento de informações entre unidades policiais e reavaliação constante das diligências.


Registro deve ser imediato

A Polícia Civil reforça que não existe prazo mínimo para registrar um desaparecimento. Ao contrário do que muitos acreditam, não é necessário esperar 24 horas para procurar uma delegacia.

A orientação é que familiares comuniquem o desaparecimento assim que perceberem qualquer alteração incomum na rotina da pessoa, fornecendo o máximo de informações possível, como fotografia recente, locais frequentados, contatos, rotina e pessoas com quem ela esteve antes do desaparecimento.

Segundo a corporação, quanto mais rápido a ocorrência for registrada e mais informações forem disponibilizadas, maiores são as chances de localização da pessoa desaparecida.


Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: G1 RS

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