Polícia investiga lista de boicote a empresários supostamente favoráveis a Lula em Nova Petrópolis

Cerca de 40 moradores de Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, registraram um boletim de ocorrência coletivo nesta terça-feira (27) após terem seus nomes ou estabelecimentos citados em uma lista de boicote relacionada a supostos posicionamentos políticos favoráveis a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente no segundo turno das eleições.
O delegado Fábio Idalgo Peres, da Polícia Civil, confirmou que profissionais liberais, empresários e moradores procuraram a delegacia devido à circulação de listas com nomes de pessoas e estabelecimentos comerciais associados a posicionamentos político-partidários.
A mensagem, intitulada “Lista de Larápios Nova Petrópolis”, continha inicialmente 32 estabelecimentos no momento do registro da ocorrência. Ao longo da terça-feira, o número chegou a 38.
Lista cita profissionais e estabelecimentos comerciais
Entre os citados está o escritório do advogado Jorge Eduardo Loesch, que relatou ter tomado conhecimento da lista na manhã de segunda-feira. Segundo ele, também foram incluídos outros escritórios e profissionais de diferentes áreas, como pedreiros, manicures, professores de dança e professores universitários.
Os atingidos reuniram relatos e decidiram registrar a ocorrência coletivamente. Loesch afirmou que a publicação causou indignação entre as pessoas citadas, que consideraram ofensiva a associação de seus nomes ao termo “larápios”.
O advogado também demonstrou preocupação com os impactos da exposição sobre profissionais em início de carreira e pessoas que investiram recursos em seus negócios.
Polícia Civil orienta preservar provas
A Polícia Civil informou que está reunindo informações e elementos para apurar as circunstâncias da divulgação das listas e avaliar eventual responsabilização criminal.
A orientação para as pessoas atingidas é preservar as provas digitais, incluindo mensagens, áudios, capturas de tela, links, identificação dos grupos em que os conteúdos circularam e informações sobre datas e responsáveis pelas publicações.
A corporação também recomenda que os conteúdos originais não sejam apagados nem alterados, para manter sua integridade e possibilitar o uso na investigação.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: G1 RS

























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