Política leopoldense: PP e PT são neste momento, os únicos partidos orgânicos da cidade
- Start Comunicação

- 1 de jun. de 2025
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SÃO LEOPOLDO: com certeza, muitos beiços e contrariedades se criarão pela chamada da coluna. Com certeza, manifestações indignadas serão feitas por lideranças de outras importantes agremiações partidárias da cidade, mas enfim, é a realidade do momento.
Por que PP e PT?
A resposta é muito simples: tirando esses dois partidos, quem mais faz política neste momento em São Leopoldo? Ninguém faz.
O Partido dos Trabalhadores (PT) busca se reencontrar com suas bases que há muito tempo abandonou quase por completo e também busca uma harmonia mínima entre suas tantas tendências, que ao mesmo tempo que foram as responsáveis pela movimentação da militância, também foram a causa de uma disputa eleitoral (leia-se eleição para prefeito de 2024) totalmente equivocada e desconectada com o próprio partido e seus aliados de ocasião. Mas, a derrota mexeu com os brios das velhas lideranças que sabem que a recuperação dos espaços perdidos, só terá sucesso com muito barro amassado. A disputa pelo controle partidário que vai acontecer em julho, mantém o partido em plena atividade e leva os candidatos e candidatas que disputam a eleição interna para as bases tão esquecidas. Talvez, a derrota tão simbólica na eleição de 2024, faça a cúpula e a "intelectualidade" Petista entender que as grandes vitórias do partido, foram conquistadas com muita militância nas tradicionais bases históricas. As ações e decisões partidárias, não podem mais continuar no conforto da sede partidária e em confortáveis cafés da zona central da cidade. A persistir esse formato de militância, o PT corre sérios riscos de perder ainda mais espaços que sempre foram seus.
O Partido Progressista (PP) assim como o PT, está tendo uma movimentação partidária muito intensa e pragmática. Mesmo que em situação bem diferente, os Progressistas leopoldenses estabeleceram uma meta de crescimento partidário e estão realizando a mesma com muita ousadia e competência. Suas lideranças principais, que são o Vereador Jailson Nardes, Rafinha Padilha e a vice-prefeita Regina Caetano, fazem política partidária diariamente. Ou seja, fazem política. O PP leopoldense fez a leitura exata do momento político e busca na maioria dos partidos leopoldenses que estão fragilizados ou que existem só formalmente, reforços para suas fileiras. Sem nem um rubor, os Progressistas alinham adesões e a tendência, é de que até final deste ano, o partido esteja com nomes muito fortes e com densidade eleitoral muito promissoras. Exemplos não faltam. A potência eleitoral que se transformou a aliança PP e União Brasil a nível nacional tem reflexos também aqui em São Leopoldo. O Partido Progressista que hoje é governo, age de maneira diferente do PDT no governo Ary Vanazzi. O PP é governo mas busca ter luz própria. A questão que fica, é até onde as unhas dos Progressistas vão crescer.
E os outros partidos?
Os outros partidos, inclusive o PDT, maior partido da cidade, estão em um processo de inércia política e não conseguem achar um rumo em relação ao seus futuros no contexto municipal. Não se tem notícias de movimentações tipo filiações ou construções coletivas na maioria dos partidos leopoldenses. Nem mesmo o PL, partido do prefeito Heliomar Franco, se movimenta e até então, tem uma grandeza relativa que é baseada na figura do Prefeito Municipal.
Alguns setores da política leopoldense afirmam que é muito cedo para algumas movimentações e ações que vem acontecendo e até pode ser, mas que na Política, Deus ajuda quem madruga, isto é fato concreto. Ainda mais, nestes tempos onde Deus, Bíblia e título eleitoral fazem parte do mesmo pacote para boa parte de eleitos e eleitores.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br/ Por Bado Jacoby























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