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Prefeitura de Porto Alegre decide demolir o Anfiteatro Pôr do Sol


Imagem: Mateus Bruxel/ Agência RBS.

Quem ainda sonhava em assistir a algum espetáculo cultural no Anfiteatro Pôr do Sol, situado a poucos metros da foz do Arroio Dilúvio, na área em que o trecho 2 da Orla do Guaíba será revitalizado, pode desistir.


A prefeitura de Porto Alegre decidiu demolir a edificação, inaugurada em 13 de maio de 2000. Atualmente, o local está abandonado, com pichações e sinais de degradação.


"Não tem o que fazer, está condenado. Não tem como ser restaurado", revela a secretária municipal de Parcerias, Ana Pellini, confirmando que o espaço de eventos vai mesmo para o chão. Não está definida ainda data para a derrubada. O certo é que não deve ocorrer até existir uma proposta para a área. A extensão de 850 metros, que vai da região da Rótula das Cuias até a foz do Arroio Dilúvio, destoa dos demais trechos já revitalizados da Orla. E o Anfiteatro Pôr do Sol é o retrato do abandono desde que o alvará de proteção contra incêndios venceu e não foi renovado. Como há pouca circulação de pessoas por ali, o local virou ponto de tráfico de drogas e de esconderijo para marginais. "Pode ser que outro espaço seja construído no mesmo lugar, não temos como saber ainda", diz a titular da pasta. O prazo para término dos estudos de mercado para modelagem econômica do trecho 2 da Orla se encerrou sem novidades, no domingo (10). Tanto a prefeitura quanto os dois consórcios participantes decidiram que seria necessário mais tempo para a realização do estudo. Dessa maneira, a nova data foi estendida até 10 de julho. Consulta e audiência públicas também serão realizadas para ouvir a comunidade. A secretária Ana Pellini afirma que um centro de eventos (fechado ou não) e até um aquário, como existe em Lisboa, em Portugal, pode ser criado no trecho 2 da Orla. "Não temos como saber o que será proposto, precisamos esperar a data. Vamos aguardar a apresentação dos dois consórcios e depois colocaremos em consulta pública. Pode ser que tudo seja rejeitado também, o que não creio que acontecerá. Porque os dois consórcios são bem completos", explica, salientando que a vocação do trecho 2 é para eventos. As únicas obrigações previstas em edital para o consórcio vencedor são a construção de uma marina pública e a conexão com os demais trechos da Orla. Por fora, já existe a ciclovia. Porém, ainda haverá ligações internas.

Fonte: GZH

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