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Prefeitura e Unisinos lançam o Programa Farmácia Viva


Imagem: Estevan Benacchi/ PMSL.

A Prefeitura de São Leopoldo e a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) assinaram nesta segunda-feira (27) o termo de compromisso para implantação do Programa Farmácia Viva. O evento ocorreu no auditório central da universidade e contou com a presença do prefeito Ary Vanazzi e do reitor da Unisinos, Sérgio Mariucci.


A iniciativa será desenvolvida de forma colaborativa entre Secretaria Municipal de Saúde (Semsad), Unisinos e Escola Agrícola Visconde de São Leopoldo (CEEPRO) para o cultivo e manipulação de fitoterápicos, a fim de qualificar a Assistência Farmacêutica em todos os serviços da rede municipal de saúde.


“A Farmácia Viva faz parte de um projeto que dialoga com o que queremos da nossa gestão: o foco na prevenção. Evitar que as pessoas adoeçam e que os casos se agravem. Investir em fitoterápicos é uma disputa conceitual que envolve política, economia e questões sociais e culturais”, destacou Vanazzi diante de estudantes, professores e profissionais da área de saúde.


A linha de raciocínio foi seguida pelo secretário interino da Saúde, Diego Pitirini, que falou do excesso de medicamentos aplicados na população. “É bem importante que a gente faça esse movimento. Os fitoterápicos são utilizados há muito tempo e são menos danosos. Toda a vez que a gente consome um medicamento, estamos alterando o funcionamento de órgãos no nosso corpo”, salientou.


De acordo com o reitor Sérgio Mariucci, os fitoterápicos compõem as políticas públicas em plantas medicinais do Brasil e estão inseridos no contexto da atenção básica em saúde, além de participarem das nossas vidas e memórias. “Os fitoterápicos é uma cultura de relacionamento vivo e holístico com a natureza. O papa Francisco recomenda que nós busquemos aprender com os povos originários sobre o relacionamento com a natureza. Se relacionar como mãe, com vínculo de parentesco, não como exploração”, salientou.


Oito plantas medicinais serão cultivadas e, posteriormente, manipuladas em laboratório: tintura de melissa, cápsula de maracujá, pomada confrei, tintura de boldo, tintura de tansagem, tintura de malva, creme de camomila e sachê de camomila. As três primeiras já estão em andamento. As demais aguardam a época certa de plantio.


Da planta aos medicamentos


A ideia da Farmácia Viva surgiu em 2018, mas sofreu com os transtornos causados pela pandemia. São Leopoldo está entre as 20 cidades selecionadas entre 144 que se candidataram em todo o país. Novamente a parceria com a Unisinos será fundamental, com destaque para o curso de Farmácia, que acompanhará de perto o trabalho.


"Pretendemos tornar a manipulação das plantas parte das atividades de extensão para alunos. É um processo que vai desde o plantio da semente até virar o medicamento que chega na mão do usuário do Sus”, explicou a coordenadora do projeto na Unisinos, Letícia Sfair.


Participaram do ato a diretora da Farmácia Municipal, Fabiana Ribeiro, a decana da Escola de Saúde, Rochele Rossi, as professoras Ana Breier e Edna Suyenaga e o professor Gelson Fiorentin.


Fonte: PMSL

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