Prefeitura propõe reajuste de 3,77%, rejeitado por representantes dos servidores municipais
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A Prefeitura de São Leopoldo apresentou nesta sexta-feira (24) aos sindicatos dos servidores e ao Ceprol a proposta de reajuste salarial para o funcionalismo municipal. O índice oferecido é de 3,77%, com base no INPC acumulado dos últimos 12 meses, sendo pago em duas parcelas nos meses de abril e outubro.
Os valores retroativos serão quitados em dezembro, conforme a proposta do Executivo. O modelo segue a mesma lógica aplicada no dissídio anterior, em 2025.
Segundo o secretário-geral de governo, Leonardo Klaus, a margem para aumento de despesas com pessoal é limitada pela situação fiscal do município. A projeção da folha, já considerando o reajuste, indica restrições para avanços maiores neste momento. Além disso, a proposta inclui a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para estudar a viabilidade de implantação de um auxílio saúde aos servidores.
Ceprol rejeita proposta e critica reajuste parcelado
Durante a mesa de negociação realizada nesta sexta-feira (24), a Comissão de Negociação e a direção do CEPROL Sindicato rejeitaram a proposta apresentada pelo governo municipal, criticando principalmente o parcelamento do reajuste.
O sindicato também apontou que não houve reajuste no auxílio alimentação (0%), destacando o impacto direto no custo de vida dos trabalhadores. Para a entidade, o índice de 3,77% está abaixo do necessário para a valorização da categoria, ficando distante do reajuste de 5,4% do Piso Nacional do Magistério, definido pelo MEC, e dos 7,1% relacionados ao Fundeb.
Em nota, o Ceprol afirma que os profissionais da educação enfrentam dificuldades diárias, incluindo falta de condições adequadas de trabalho e situações de violência no ambiente escolar, e alerta para riscos à qualidade da educação no município.
Diante da rejeição, o sindicato confirmou a realização de uma assembleia geral na próxima segunda-feira (27/04), quando a categoria deve definir as estratégias de mobilização em defesa de melhores condições e valorização profissional.
A negociação do dissídio segue em andamento entre o Executivo e as entidades representativas dos servidores.
FONTE: SCOM/PMSL e CEPROL Sindicato
























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