Primavera terá chuva abaixo da média e influência da fumaça no RS
- Start Comunicação

- 17 de set. de 2024
- 3 min de leitura

Os ipês e buganvílias floridos já deram o recado: a primavera de 2024 está para começar. Conhecida por seus temporais, a estação terá, neste ano, chuva abaixo da média no Rio Grande do Sul. Em outubro, ainda é esperada influência da fumaça das queimadas registradas no Centro-Oeste e no Norte do país.
Conforme Murilo Lopes, meteorologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é aguardada chuva um pouco mais volumosa entre o final de setembro e o início de outubro. Depois disso, a instabilidade entrará em condições de normalidade.
"Até podemos ter períodos mais chuvosos, mas alternados com períodos de tempo mais firme. Deveremos ter um outubro em situação mais dentro do normal e um novembro mais seco. Dezembro, que já é um mês com menos ocorrência de chuva, também será seco", descreve Lopes.
Diferentemente da primavera de 2023, que ocorreu sob efeito do fenômeno El Niño e, por esse motivo, teve mais registros de tempestade, o volume de chuva, desta vez, será menos significativo, segundo Guilherme Borges, meteorologista da Climatempo.
"É claro que se tem uma preocupação quando se pensa em setembro do ano passado, por tudo o que aconteceu, quando havia um acoplamento de El Niño e outros fatores que causaram aquela chuva mais extrema, mas não é o caso deste ano. Estamos vendo uma condição de primavera com tempo mais seco, justamente porque temos a atuação do fenômeno La Niña, embora a tendência seja de que ele comece em outubro, pelas projeções dos principais centros europeus", relata.
Com características de manter, no Sul do Brasil, o tempo com menos chuva e temperaturas mais baixas, o La Niña deve chegar com pouca força ao RS. Por isso, ainda que o fenômeno deixe o clima mais seco, seguirá havendo instabilidade ao longo da estação.
"Ainda teremos frentes frias passando pelo Rio Grande do Sul, além de instabilidade vinda da Argentina, o que é bem característico desta época do ano", observa Borges.
De acordo com Lopes, a região Norte gaúcha é a com mais registros de chuva, historicamente. Entretanto, nesta primavera, o que se vê é uma frente fria estacionária especialmente no Centro do Estado.
"A tendência, neste primeiro momento, é que essa frente fria fique mais próxima à região de fronteira com o Uruguai. Ao longo de outubro, essa chuva deve migrar mais para o Norte. Depois, de outubro para novembro, teremos um secamento maior no Oeste", analisa o meteorologista da UFSM.
Com relação à temperatura, a primavera não prevê nada fora do que já é esperado: variações que, gradualmente, levarão a marcas mais altas. O único destaque fica para a região das Missões, que deverá registrar valores cerca de um grau e meio acima da média para esses meses, segundo a Climatempo.
"Este final de semana foi um exemplo clássico de primavera: tivemos um amanhecer um pouco mais frio e, à tarde, uma temperatura agradável. Neste ano, a tendência é de algumas variações térmicas mais acentuadas neste primeiro momento, sendo uma estação levemente acima da média, sem períodos muito quentes prolongados", pontua Lopes, salientando, ainda, que o aquecimento deve acontecer mais no verão.
Em nível nacional, com previsão de chuva mais frequente e generalizada para outubro em Estados como Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que têm sofrido com grandes incêndios, a perspectiva é de que as queimadas cessem, em especial, na segunda metade de outubro. Com isso, o RS deverá ter fumaça em sua atmosfera até esse período.
Fonte: GZH
























Comentários