Produtora do filme sobre Bolsonaro é alvo de operação que investiga suposto desvio em contrato de R$ 108 milhões
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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (1º) uma operação para investigar suspeitas de fraude em licitação, superfaturamento e possível desvio de recursos públicos envolvendo contratos firmados entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à empresária Karina Ferreira da Gama, que também controla a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As investigações apuram um contrato milionário firmado para instalação e manutenção de pontos de Wi-Fi em comunidades da capital paulista. Segundo a polícia, há indícios de irregularidades desde a origem da contratação, incluindo questionamentos sobre a capacidade técnica da entidade para executar o serviço e suspeitas de pagamentos acima dos valores praticados pelo mercado.
De acordo com os investigadores, o contrato previa a instalação de 5 mil pontos de acesso à internet, mas parte significativa das metas não teria sido cumprida. A apuração também aponta possíveis pagamentos antecipados e repasses realizados sem a efetiva prestação dos serviços contratados.
Um dos principais focos da investigação é a suspeita de que recursos públicos possam ter sido desviados para financiar atividades ligadas à produção do filme Dark Horse. A Polícia Civil busca identificar eventual confusão patrimonial entre o instituto e a produtora cinematográfica, além de rastrear movimentações financeiras consideradas atípicas.
Nos últimos dias, os investigadores também solicitaram acesso a informações financeiras sigilosas da empresária Karina Ferreira da Gama e do Instituto Conhecer Brasil, incluindo relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O objetivo é verificar possíveis movimentações suspeitas relacionadas ao contrato e ao financiamento do longa-metragem.
O filme Dark Horse tem gerado forte repercussão política desde o início de sua produção. A obra retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018 e conta com o ator norte-americano Jim Caviezel no papel principal. O projeto também tem participação do ex-secretário de Cultura e deputado federal Mário Frias no roteiro.
Além das investigações sobre o financiamento do longa, a produção já havia sido alvo de outras polêmicas, incluindo denúncias de condições de trabalho consideradas inadequadas durante as gravações e questionamentos sobre a origem dos recursos utilizados no projeto.
A Prefeitura de São Paulo informou anteriormente que não identificou irregularidades na execução dos serviços contratados, mas afirmou que acompanhará o andamento das investigações. Já a empresária Karina Ferreira da Gama tem negado qualquer uso de recursos públicos na produção do filme e sustenta que tanto o contrato quanto o financiamento do projeto ocorreram de forma regular.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br
























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