Rio dos Sinos chega a 4,03 metros, mas desaceleração na subida mantém cota de inundação fora do alcance imediato

As últimas medições do Rio dos Sinos, realizadas às 13h15 desta quinta-feira (23), mostram que o nível da água atingiu 4,03 metros em São Leopoldo, permanecendo 47 centímetros abaixo da cota de inundação, fixada em 4,50 metros. Apesar da elevação registrada ao longo dos últimos dias, o comportamento do rio segue sendo acompanhado com atenção e, neste momento, o cenário ainda não indica transbordamento.
Os dados do sistema de monitoramento mostram que o rio continua subindo a um ritmo de 1,7 centímetro por hora. Embora a plataforma indique que, mantendo exatamente essa velocidade, o nível poderia alcançar a cota de inundação em aproximadamente um dia e quatro horas, esse cálculo considera uma velocidade constante e não leva em conta possíveis reduções na vazão ou mudanças nas condições meteorológicas.
Nas últimas horas, o volume de chuva na região diminuiu significativamente. Até a atualização das 13h15, haviam sido registrados apenas 5,2 milímetros de chuva, e a previsão para o restante do dia era de cerca de 4 milímetros, um volume bastante inferior ao observado no início da semana. Esse cenário tende a reduzir o aporte de água para a bacia do Rio dos Sinos, favorecendo uma desaceleração da elevação do nível nas próximas horas.
Outro fator que reforça uma perspectiva mais favorável é que o comportamento do rio dependerá da vazão proveniente dos municípios localizados na parte alta da bacia. Com a redução das chuvas em grande parte do Estado, a tendência é de diminuição gradual do volume que chega a São Leopoldo, o que pode impedir que o Rio dos Sinos alcance a cota de inundação.
Apesar do cenário mais positivo em relação aos dias anteriores, o município permanece em estado de alerta, e o monitoramento continua sendo realizado de forma permanente. A recomendação é que moradores das áreas ribeirinhas acompanhem as atualizações oficiais, já que alterações nas condições hidrológicas ainda podem ocorrer, embora os indicadores mais recentes apontem para uma situação mais controlada do que a projetada no início da semana.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br

























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