RS tem redução em todos os indicadores de criminalidade no mês de janeiro
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- 11 de fev. de 2022
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O primeiro mês de 2022 teve queda em todos os indicadores de criminais no Rio Grande do Sul. Um dos destaques ficou por conta dos latrocínios, que são os assaltos com morte, com queda de 83% - foi registrado somente um caso no Estado em janeiro, contra seis no mesmo período do ano passado. Os indicadores de criminalidade foram divulgados no fim da manhã desta sexta-feira (11) em Esteio, na Região Metropolitana.
O município foi escolhido pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) como palco para apresentação dos dados porque em janeiro zerou, pelo segundo ano consecutivo, os homicídios e latrocínios. A apresentação foi realizada às 11h, na Rua Garibaldi, conhecida na cidade como Rua Coberta, na área central. O governador Eduardo Leite e o vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, fizeram o detalhamento dos números.
Durante a apresentação dos dados, os dois relembraram o fato de que a redução é ainda mais significativa, quando se olha para os dados de 2017, período no qual o RS viveu o ápice da violência, especialmente nos casos de homicídios e latrocínios.
"Se tivéssemos mantido os mesmos patamares de criminalidade, teríamos ao longo desses anos (do período do governo) mais 2.056 vítimas de homicídios. Com a implantação do RS Seguro e o trabalho de operadores da segurança preservamos durante esse período todas essas vidas. A vida é o bem supremo. Aquilo que há de se preservar sempre", destacou o vice-governador.
Nos latrocínios, além de apresentar a maior redução entre os indicadores, o número representa o menor total da série histórica para o mês de janeiro.
"O latrocínio é aquele crime que mais choca. É quando um pai de família ou uma mãe de família, eventualmente, tem sua vida exposta, por conta de um roubo. Em 2017, chegamos a ter 25 latrocínios em um mês. E agora, em 2022, temos apenas um episódio", disse o governador.
"Lamentamos que tenha havido esse caso, mas os números falam por si", completou Ranolfo.
Feminicídio ainda é desafio
Os homicídios também apresentaram redução de 11,18% no Estado em janeiro. Foram 135 assassinatos, enquanto em janeiro de 2021 tinham sido 152. Já no caso dos feminicídios, embora também tenha havido queda, o governador ponderou que esse tipo de crime ainda é um desafio para a segurança pública. Foram 10 mulheres assassinadas em janeiro deste ano no RS – no mesmo período de 2021 tinham sido 11.
"O feminicídio é um crime que tem raízes de ordem cultural, sociológica. Aqueles homens que não saíram das cavernas e não entendem essa mudança dos tempos, da autonomia e independência que as mulheres conquistaram. É um tipo de crime que ainda é de especial dificuldade no enfrentamento. Trabalhamos na lógica de somar todas as forças para virar esse jogo contra os feminicídios", disse Leite.
O governador lembrou em sua fala ações como a Patrulha Maria da Penha, da Brigada Militar, que faz o controle e acompanhamento das vítimas com medida protetiva, e a Sala das Margaridas, projeto que busca melhorar o atendimento das mulheres nos plantões das delegacias, por meio da criação de ambientes reservados e com acolhimento.
Todos os outros crimes que são monitorados pela SSP também tiveram redução no mês de janeiro. Entre eles, estão roubos, roubos de veículos, assaltos em transportes coletivos, estelionatos e ataques a bancos. Assim como no Estado, a Capital também teve queda nos indicadores de homicídio, latrocínios e roubos – nos feminicídios não houve nenhum registro, assim como no primeiro mês do ano de 2021.
Fonte: GZH
























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