Secretaria da Saúde confirma primeiro caso de mpox no RS em 2026
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- há 5 horas
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Foi confirmado nesta semana o primeiro caso de mpox no Rio Grande do Sul em 2026. O paciente é residente de Porto Alegre. Após o surto registrado em 2022, a circulação do vírus diminuiu, mas casos esporádicos continuam sendo identificados no Estado e no país.
Em 2024, o RS contabilizou 21 casos confirmados e, em 2025, outros 22. Já em 2026, nove casos suspeitos foram descartados, um foi confirmado e dois permanecem em investigação.
Sobre a doença
A mpox é uma infecção viral causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo responsável pela varíola. Entre os principais sintomas estão:
Lesões na pele que podem evoluir para bolhas e crostas
Aumento de linfonodos
Febre
Dores de cabeça e no corpo
A transmissão ocorre principalmente por contato direto e próximo com pessoas infectadas. Também pode acontecer de forma indireta, por meio do contato com objetos contaminados.
Como se prevenir
A Secretaria da Saúde reforça a importância de adotar medidas simples para reduzir o risco de transmissão:
Higienizar as mãos com frequência;
Não compartilhar objetos de uso pessoal;
Evitar contato com pessoas que apresentem lesões suspeitas ou diagnóstico confirmado;
Procurar atendimento de saúde ao notar sintomas compatíveis com a doença.
Os serviços municipais de saúde estão orientados a notificar imediatamente casos suspeitos, realizar a coleta de amostras e encaminhá-las ao Laboratório Central do Estado (Lacen) para análise.
A estratégia de vacinação contra mpox segue recomendações nacionais e prioriza pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. A definição dos grupos foi baseada em avaliação técnica e científica, com participação dos conselhos estaduais e municipais de Saúde. Desde o início da estratégia, já foram aplicadas 865 doses da vacina no Estado.
Indicações de vacinação pré-exposição
Pessoas vivendo com HIV/aids: homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais, com 18 anos ou mais e contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses;
Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em ambientes de nível de biossegurança 2 (NB-2), com idades entre 18 e 49 anos.
Indicações de vacinação pós-exposição
Pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de casos suspeitos, prováveis ou confirmados de mpox, com exposição classificada como de médio ou alto risco, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde, mediante avaliação da vigilância local.
Em Porto Alegre, paciente do caso confirmado já recebeu a vacina como medida de bloqueio logo após a confirmação.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Secretaria de saúde do RS





























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