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Secretaria da Saúde de São Leopoldo lança nota técnica sobre a varíola dos macacos


Imagem: reprodução.

Com o objetivo de orientar o fluxo de atendimento no município, a Secretaria da Saúde de São Leopoldo (Semsad) elaborou uma nota técnica sobre exames, sintomas, manejos e fluxos na rede pública para casos de monkeypox, conhecida como varíola dos macacos. Apesar do nome popular, os primatas não humanos (macacos) não são reservatórios do vírus.


Nesta quarta-feira (10), às 8 horas, ocorre uma capacitação voltada para servidores na Escola de Gestão Pública (EGP) do Centro Administrativo. A ideia é orientar e padronizar o atendimento na atenção básica, Upa e Hospital Centenário. Até a última sexta-feira (05), vinte casos foram registrados no Rio Grande do Sul. Nenhum caso foi confirmado em São Leopoldo até o momento.


A população pode se prevenir fazendo o uso de máscara, higienizando as mãos e evitando contato direto e prolongado com pessoas suspeitas ou confirmadas para a doença. Havendo suspeita de caso em pessoa próxima, além do uso de máscara e da higienização das mãos, deve-se evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal, como toalhas, lençóis, roupas, copos e talheres.

Transmissibilidade


A transmissão entre humanos ocorre por meio de contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados, sendo que o contato direto com as pele ou com objetos contaminados tem papel fundamental. A maior parte dos casos confirmados, até o presente momento, tem relação com o contato íntimo, envolvendo parceiros sexuais ou contatos intradomiciliares. A transmissão via gotículas respiratórias usualmente requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas.


Quanto ao início do período de transmissão, não há consenso, mas sabe-se que a doença já é transmissível durante o período prodrômico, ou seja, que antecede a manifestação da doença no corpo. O encerramento do período de transmissão ocorre na cicatrização completa de todas as lesões de pele ou mucosas.


Monitoramento de contatos


Na suspeição de monkeypox, devem ser mapeados os contatos e monitorados quanto à presença de sintomas. O momento para identificação dos contatos é na própria identificação do caso suspeito. Os nomes e telefones devem ser informados à Vigilância Epidemiológica através de e-mail. O monitoramento será feito pela equipe da Vigilância Epidemiológica. Os contatos assintomáticos não necessitam de isolamento e aqueles que desenvolverem sintomas deverão ser avaliados e seguir a rotina para suspeitos, caso seja confirmada a suspeição.


Em caso de suspeita da doença, deve ser realizado o isolamento imediato do indivíduo.

São considerados casos suspeitos:

  • Indivíduo de qualquer idade que apresente início súbito de erupção cutânea aguda sugestiva de monoxenos, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo (incluindo região genital), associada ou não a adenomegalia ou relato de febre;

  • Histórico de contato íntimo com desconhecido/a (s) e/ou parcerias casual(is), nos últimos 21 dias que antecederam o início dos sinais e sintomas;

  • Ter vínculo epidemiológico com caso suspeito, provável ou confirmado de monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas;

  • Histórico de viagem a país endêmico ou com casos confirmados nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas.


Fonte: PMSL


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