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Secretaria da Saúde do RS confirma caso de febre amarela em bugio


Imagem: reprodução/ TV Gazeta.

A Secretaria da Saúde do RS confirmou nesta segunda-feira (7) o diagnóstico de febre amarela em um bugio encontrado morto em Santo Antônio das Missões, no Noroeste do Estado. Os animais não transmitem a doença para humanos. A transmissão só acontece pela picada do mosquito.


Segundo a secretaria, é o segundo caso de febre amarela em primatas neste ano. A equipe da 12ª Coordenadoria Regional de Saúde investigará o local em que o macaco foi encontrado, para procurar animais, vivos ou mortos, e vai verificar a situação vacinal dos habitantes do entorno.

O primeiro caso de bugio infectado do ano foi em Caxias do Sul.


Desde 2009, não há registro de febre amarela em humanos no RS. Em 2018, dois gaúchos tiveram o diagnóstico da doença após visitarem Minas Gerais. Nesta situação, a doença é considerada importada.

Macacos sentinelas

Os macacos são considerados sentinelas, ou seja, eles alertam para a circulação do vírus da febre amarela em uma região. Não há transmissão de animal para humanos.


A Secretaria orienta a população para, caso encontre macacos mortos ou doentes, informar o mais rapidamente o serviço de saúde do município ou estadual. O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) disponibiliza o telefone 150 para informações, com atendimento de segunda a sexta-feira (das 8h30 às 19h).


Veja os principais sintomas:


  • Febre;

  • Calafrios;

  • Dor de cabeça;

  • Dor nas costas;

  • Dores musculares;

  • Mal-estar generalizado;

  • Náuseas;

  • Vômitos.


Ao perceber os primeiros sintomas, a pessoa deve procurar um serviço de saúde, ingerir muita água e evitar o uso de medicamentos por conta própria.


A vacina contra a febre amarela faz parte do Programa Nacional de Imunizações, e está disponível na rede de saúde com recomendação a partir de 5 até 59 anos


Crianças devem tomar a primeira dose aos nove meses e um reforço aos quatro anos. A partir dos cinco anos, não vacinados recebem dose única.


A vacinação de pessoas com mais de 60 anos de idade, gestantes e mulheres que estejam amamentando crianças menores de seis meses deve ocorrer em situações especiais (como emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco, mediante a avaliação de risco/benefício, feita por um médico).


Em mulheres que estejam amamentando, pode-se considerar a suspensão do aleitamento materno por 10 dias. Pessoas com comorbidades devem receber avaliação de risco/benefício prévia à vacinação.


Além disso, em ambientes silvestres, a população deve sempre usar repelentes, observando as recomendações de cada fabricante em relação ao prazo de ação efetiva de cada produto.


Fonte: g1

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