Secretaria de Saúde alerta sobre esporotricose após aumento de casos
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- há 2 dias
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A Secretaria de Saúde de São Leopoldo intensificou a campanha de conscientização sobre a esporotricose, uma micose de pele que pode afetar tanto animais quanto humanos. O alerta ocorre após o aumento no número de casos registrados no município.
Dados atualizados apontam que, em 2025, foram confirmadas 45 ocorrências da doença, quase o dobro em relação a 2024, quando houve 22 registros. Já em 2026, o monitoramento contabiliza 12 casos até o momento, reforçando a necessidade de atenção e diagnóstico precoce.
A esporotricose é causada por um fungo presente em ambientes com matéria orgânica, como solo, madeira e vegetação. A transmissão ocorre principalmente por meio de pequenos ferimentos durante o contato com esses materiais ou por arranhões e mordidas de animais infectados, especialmente gatos.
Nos animais, os principais sinais são feridas que não cicatrizam, geralmente no focinho, patas e orelhas, além de queda de pelos em regiões específicas. Em humanos, a doença costuma se manifestar por meio de caroços ou lesões na pele, principalmente em braços e pernas.
Apesar da preocupação, a Secretaria destaca que a doença tem tratamento e cura, tanto para pessoas quanto para animais. A identificação precoce é considerada fundamental para interromper o ciclo de transmissão e garantir a eficácia do tratamento.
Prevenção
A prevenção envolve medidas simples, como o uso de luvas e calçados fechados ao lidar com terra ou vegetação. Também é essencial manter os cuidados com os animais de estimação, incluindo acompanhamento veterinário e castração, o que ajuda a reduzir saídas e brigas, diminuindo o risco de contágio.
Cuidados com os pets
A prefeitura reforça que animais com suspeita da doença não devem ser abandonados, prática que, além de crime, contribui para a disseminação do fungo. Ao identificar feridas, o tutor deve procurar atendimento veterinário e evitar contato direto com as lesões, utilizando luvas durante o manejo.
O tratamento exige continuidade e deve ser seguido até o fim, conforme orientação médica ou veterinária, mesmo com o desaparecimento dos sintomas. Em caso de suspeita em humanos, a recomendação é buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Superintendência de Comunicação da Prefeitura de São Leopoldo



























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