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Secretaria Estadual de Saúde do RS estima que estoque de insulina deve durar 45 dias


Imagem: Cristine Rochol/ PMPA.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Rio Grande do Sul informou que os 26,4 mil frascos de insulina comprados foram entregues nesta segunda-feira (15) aos pacientes cadastrados. A pasta também recebeu 5.010 unidades do medicamento vindas do Amazonas e que foram remanejadas pelo Ministério da Saúde (MS). Dessa forma, se estima que o atendimento aos pacientes cadastrados esteja garantido pelos próximos 45 dias.


De acordo com Simone Pacheco do Amaral, diretora-adjunta do departamento de assistência farmacêutica, está sendo providenciada uma outra compra pelo Estado para garantir o atendimento em caso dessas situações de desabastecimento do Ministério da Saúde. “Agora nossa meta principal é fazer a distribuição dessa insulina para todas as farmácias de medicamentos especiais do estado”, esclarece.


A insulina análoga de ação rápida é um medicamento especializado, cuja aquisição compete ao Ministério da Saúde, de forma centralizada. O MS informou aos Estados no dia 3 de abril que estava com compra emergencial em andamento para atendimento da demanda brasileira por 180 dias.


A pasta também referiu que a compra estava na fase de qualificação técnica (avaliação dos documentos enviados pelas empresas). No dia 27 de abril, o Ministério da Saúde informou que a partir de consulta de estoque do fármaco em todos os estados, iria remanejar estoques disponíveis para cobertura de outras unidades federativas já desabastecidas.


Falta da caneta da insulina


Apesar de a Secretaria Estadual da Saúde garantir o estoque dos frascos de insulina, diversos pacientes relatam a falta do medicamento. Segundo a presidente da Associação de Apoio aos Diabéticos do Rio Grande do Sul (AADIRS), Gabriela Feidem, a caneta de insulina é mais fácil de lidar por causa da agulha acoplada na ponta e, normalmente a agulha tem 4 milímetros, favorecendo as crianças por ser uma agulha melhor e sem risco da aplicação incorreta.


Ainda conforme a presidente, a menor agulha que se tem no mercado hoje é de 6 milímetros, difícil de encontrar. O SUS fornece agulha de 8 milímetros – é o dobro do que uma criança usaria. “O manejo dessa seringa para crianças é muito complicado, pois a de 8 milímetros tem que fazer uma prega e uma angulação para aplicar sem machucar a criança”, explica.


Fonte: O Sul



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