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Secretário e servidores são exonerados após desaparecimento de cão comunitário em Vacaria

29 de abr. de 2025
2 min de leitura
Foto: G1
Foto: G1

A prefeitura de Vacaria, na Região da Serra do Rio Grande do Sul, exonerou, na segunda-feira (28), o secretário municipal da Agricultura e Meio Ambiente, Fernando Pedroso, e outros dois servidores após o desaparecimento de um cachorro comunitário. O desaparecimento ocorreu na última quinta-feira (24) e o animal foi localizado dias depois, às margens de uma rodovia, a 100 km de onde vivia.


Um vídeo registrado por uma câmera de segurança (veja acima) mostra o momento em que os dois servidores, que eram cargos comissionados, se aproximam do cachorro na Rua Libório Rodrigues, que é encoleirado com o uso de uma corda. As imagens não mostram, mas o animal teria sido colocado dentro de um carro da prefeitura e levado para outro local.


Em entrevista, o secretário Fernando Pedroso afirmou que recebeu reclamações do cachorro e que não tinha conhecimento de que Negão era um cão comunitário. Ainda, confirmou que autorizou o recolhimento do animal desde que fosse encaminhado para uma ONG da cidade.


Mobilização dos moradores

O cachorro, batizado como "Negão" pelos moradores da rua onde ele estava, foi encontrado a 100 km do local, em São José dos Ausentes, caminhando às margens da BR-285, por uma pessoa que ficou sabendo do desaparecimento devido à mobilização dos moradores na procura pelo cachorro. Ela acionou a Brigada Militar (BM), que confirmou que se tratava de Negão.


O caso começou a ser investigado pela polícia após duas pessoas registrarem ocorrência em uma delegacia. Negão era cuidado por eles, que estranharam a ausência do animal ainda na quinta-feira.


Com as imagens das câmeras de segurança, a Polícia Civil descobriu quem eram os servidores, que foram chamados para prestar esclarecimentos em uma delegacia. Eles alegaram que recolheram o animal porque teriam recebido informações de que o cão estava atacando pessoas na rua – o que os moradores negam que tenha acontecido. Contaram, ainda, que o animal teria sido levado até uma pessoa e que essa pessoa teria abandonado o animal – situação que está sob investigação pela Polícia Civil.


Conforme a Polícia Civil, todos podem ser responsabilizados por maus-tratos contra animais: os três servidores exonerados e essa pessoa que teria recebido o animal.


Negão foi resgatado e está sob a responsabilidade de uma Organização Não Governamental (ONG) dedicada aos cuidados de animais. Quando estiver em boas condições, deve ser adotado por uma das pessoas que reside em uma casa na rua onde vivia o cachorro.


Fonte: G1RS



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