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Segurança digital: estamos protegidos ou apenas confortáveis? - Por Getulio Zanotti

Nessa semana, discutimos autenticação em dois fatores, backups e golpes digitais. Embora pareçam temas isolados, todos revelam um mesmo padrão: a segurança digital ainda é tratada como algo excepcional, quando deveria fazer parte da rotina. Não se trata de conhecimento técnico avançado, mas de hábitos simples para viver nesse ambiente cada vez mais conectado.


A boa notícia é que os riscos mais comuns podem ser reduzidos com medidas simples. Autenticação em dois fatores, senhas longas e únicas, backups regulares e atenção a mensagens suspeitas são suficientes para evitar a maioria dos problemas enfrentados por usuários e empresas.


Para se manter seguro na internet hoje, você deve adotar uma estratégia de "defesa em camadas". Isso significa combinar ferramentas e técnicas para evitar perigos.


Vale reforçar alguns conceitos. Senhas fortes não são, necessariamente, difíceis de lembrar, mas difíceis de adivinhar. Uma boa senha, por exemplo, pode ser "Adoro-Ver-Dias-Chuvosos". Enquanto algo como "459xHTW+2", é somente difícil de lembrar, sem oferecer mais segurança.


A autenticação em dois fatores adiciona uma segunda camada de verificação, impedindo o acesso mesmo quando a senha é comprometida. Escolha o método que melhor funcione para você e implemente.


Já o backup funciona como uma rede de segurança: quando falhas acontecerem, e elas acontecem, é ele que permite a recuperação. Por isso, verifique regularmente se a sincronização está ativa.


O mesmo raciocínio se aplica aos dispositivos. Smartphones concentram dados pessoais, profissionais e financeiros. Usar uma senha ou biometria para o desbloqueio, revisar as permissões dos aplicativos, podem parecer banalidades, mas são medidas essenciais de proteção. Ignorá-las não costuma gerar consequências imediatas, o que cria uma falsa sensação de segurança, até o momento em que algo saia do seu controle.


Por fim, vale um esclarecimento que costuma causar estranhamento: para a maioria dos usuários, não há vantagem prática em pagar por antivírus. Sistemas modernos já oferecem proteções suficientes contra as ameaças mais comuns, e o excesso de softwares de “segurança” pode, ironicamente, aumentar o risco, seja por introduzir vulnerabilidades, ou induzir uma falsa sensação de proteção.


No fim, segurança digital não é um estado absoluto, mas um processo contínuo. Pequenas decisões, repetidas todos os dias, fazem mais diferença do que qualquer medida pontual. E, nesse aspecto, o essencial continua sendo simples: entender o risco, adotar boas práticas e tratar a segurança como parte natural da vida digital.


Getulio Zanotti, é especialista em digitalização de negócios, programador por formação e fundador da Aion Inovação, consultoria focada em organização de processos, automação e uso prático de tecnologia nas empresas.

 

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