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Sem chuva, níveis de rios seguem batendo recordes negativos na Região Metropolitana de Porto Alegre

9 de fev. de 2023
2 min de leitura

Imagem: Guilherme Almeida/ Correio do Povo.

A queda considerável e persistente dos cursos d’água assusta moradores da região Metropolitana e não dá sinais de que deva cessar por enquanto. Os próximos dias, conforme os prognósticos, devem ser de calor intenso, potencializando a seca.


No rio Gravataí, a régua da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) no balneário Passo das Canoas, apontou a quinta queda seguido, com nível de 1,13m na manhã de hoje. Enquanto isso, em Alvorada, a régua da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Companhia Estadual de Saneamento (Corsan) marcou 1,27m, também em queda consistente.


Já na bacia do rio dos Sinos, a medição da Agência Nacional de Águas (ANA) em Campo Bom marcou 1,12m, estabelecendo novo recorde negativo de altura da lâmina d’água nos últimos seis meses. Já a régua no Centro de São Leopoldo, a marca dessa manhã era de 70cm, e na foz do rio Paranhana, em Taquara, de 39cm, valor próximo dos piores índices do último meio ano.


Em Novo Hamburgo, a medição da Companhia Municipal de Saneamento (Comusa) caiu para menos de 2m, marcando 1,99m no período da manhã. No Guaíba, a régua do Cais Mauá, no Centro Histórico de Porto Alegre, desceu à marca de 52cm, seguindo a natural oscilação, mas em tendência de baixa. No terminal da CatSul, no município de Guaíba, foram registrados 48cm, e no trapiche da Praia da Pedreira, dentro do Parque Estadual de Itapuã, em Viamão, 28cm.


A condução da estiagem pelo governo Eduardo Leite sofreu críticas na Assembleia Legislativa, nesta semana. Em pronunciamento, o deputado Adão Pretto Filho (PT) criticou o que chama de “inércia” nas ações do governo. O parlamentar pediu uma “política efetiva” de combate às mazelas da seca e avaliou que muito pouco do que o governador, reeleito, havia prometido no ano passado, se concretizou. De acordo com ele, em diversos municípios, já há falta de água para os animais e população em geral. Ele também acrescentou que, além das cobranças ao Executivo estadual, vai buscar auxílio junto ao governo federal.


Durante a semana, uma comitiva estadual cumpriu agenda em Brasília a fim de buscar políticas públicas de redução dos prejuízos da estiagem, que já deixa 267 cidades gaúchas em situação de emergência. Dessas, 257 haviam emitido o decreto até o início desta tarde. O governo estadual homologou 156 documentações e o federal reconheceu 128.


Fonte: Rádio Guaíba

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