Semae começa a produzir hipoclorito de sódio para o tratamento de água
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O Semae está implantando na ETA Imperatriz Leopoldina um sistema próprio para produção de hipoclorito de sódio, utilizado na desinfecção da água. A tecnologia está em fase de testes e deverá substituir gradualmente o uso do cloro gás atualmente empregado no tratamento.
O novo sistema produz o desinfetante dentro da própria estação, a partir de água, sal e energia elétrica, por meio de um processo de eletrólise. A produção ocorre conforme a necessidade da estação, permitindo maior controle sobre a dosagem utilizada no tratamento.
Mais segurança e autonomia
Segundo o Semae, uma das principais vantagens é a redução dos riscos relacionados ao transporte, armazenamento e manuseio do cloro gás, além de proporcionar maior autonomia operacional.
A geração do produto no próprio local também permite ajustar a produção à demanda da estação e contribui para o controle do residual de cloro ao longo da rede de distribuição, mantendo os padrões de qualidade da água.
O sistema, fornecido pela empresa Hidrogeron, possui operação automatizada e foi dimensionado para produzir o equivalente a 300 quilos de cloro ativo por dia, com capacidade para armazenar até 50 mil litros de solução.
Sistema deve operar até o fim de 2026
Para receber os equipamentos, o Semae realizou a reforma da Casa Química da ETA Imperatriz Leopoldina. A instalação começou em 2025 e atualmente passa por ajustes e testes. As equipes também receberão treinamento específico para operar a nova tecnologia.
A substituição do cloro gás será feita de forma gradual, após a conclusão dos testes e a validação dos parâmetros de produção e dosagem. A previsão é que o novo sistema esteja plenamente operacional até o final de 2026.
A implantação ocorre em um ano simbólico para o município: em novembro, São Leopoldo completa 100 anos de tratamento e distribuição de água. Cladis Magnani, presidente do Semae, considera a nova tecnologia mais uma etapa na modernização do sistema de abastecimento e no aumento da segurança e autonomia da operação.
Colaboração da jornalista Bruna de Bem
























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