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Seminário da Semmam recorda os 17 anos da mortandade de peixes no Rio dos Sinos


Imagem: Luis Guilherme Zambrzycki/ PMSL.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Leopoldo (Semmam) realizou, nesta quarta-feira (1º), o Seminário de Educação Socioambiental sobre os 17 anos da mortandade de peixes no Rio dos Sinos. O encontro aconteceu na Câmara de Vereadores.


A atividade teve como objetivo fazer um resgate histórico do desastre ocorrido em outubro de 2006, quando ocorreu no Rio dos Sinos uma mortandade de peixes, a maior já registrada no Estado, com cerca de 90 toneladas de peixes mortos. Foram apresentadas as ações realizadas após o que ocorreu e o planejamento para o futuro.


O prefeito Ary Vanazzi destacou a evolução ambiental em São Leopoldo nas últimas décadas. “Naquela época, o Rio dos Sinos era extremamente poluído e cheio de riscos. No entanto, após essa tragédia, investimos em tratamento de esgoto, prevenção de enchentes e remoção de famílias de áreas de risco. Implementamos programas de reciclagem e educação ambiental, reduzindo significativamente a poluição industrial. Nosso trabalho preventivo foi crucial para evitar uma catástrofe ainda maior durante as chuvas intensas e o ciclone deste ano. Hoje, o esforço conjunto resultou em um ambiente mais seguro e saudável para todos os moradores de São Leopoldo e região”, explicou Vanazzi.


O secretário do Meio Ambiente, Anderson Etter, ressaltou a oportunidade para os alunos das escolas presentes entenderem a experiência dos profissionais que trabalharam durante a tragédia. “Vocês não vivenciaram a trágica experiência que enfrentamos naquele ano. Por isso, convidamos vocês para ouvir pessoas que trabalhavam na Semmam naquele período. Moradores, ribeirinhos, pescadores, especialistas e professores estão aqui para compartilhar suas vivências. Temos a convicção de que vocês oferecerão aos seus filhos e netos um mundo e um Rio dos Sinos melhor”, disse Etter. A vereadora Jussara Lanfermann (PT) trabalhava no Parque Imperatriz na época. Ela contou sobre a surpresa quando a tragédia ocorreu. “Naquela época, não tínhamos investimentos para tratar do Rio dos Sinos, mas sempre defendi que nosso rio é vivo. Mesmo quando havia menos compromisso com o meio ambiente, sabíamos que o rio era essencial. Hoje, com investimentos em tratamento e gestão adequada, o Rio dos Sinos está mais vivo do que nunca. Esta geração, a de vocês, tem um papel de grande importância, suas atitudes diárias e aprendizados podem salvar o Planeta. É essencial prestar atenção no que estão aprendendo aqui para compartilhar com todos, pois nossas ações junto com as secretarias são vitais para evitar tragédias como essa no futuro”, destacou Jussara.

A aluna do 9º ano da escola Paul Harris, Dara Yasmin Fonseca da Silva, de 15 anos, contou o que achou do seminário. “Acredito que a questão do meio ambiente precisa de mais atenção. Como jovem, percebo que muitas pessoas ainda jogam lixo em praças e locais públicos. É essencial incentivar os jovens a não poluir nossa cidade. Podemos fazer isso promovendo o amor pela nossa cidade e nosso planeta”, disse Dara.


Também estiveram presentes no evento o coordenador do Departamento de Áreas Protegidas e Parques Ambientais (Deappa), Darci Zanini; a presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos), Viviane Feijó; a educadora ambiental Natasha Comassetto; e a representante do Fórum Regional da Sub Bacia do Arroio Sapucaia, Maria Francisca Dutra.


Fonte: PMSL

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