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Será que o prazo de validade e tolerância dos “pacotes” da eleição está terminando? - Por Bado Jacoby

Quelem Lima e Gisele Hidalgo
Quelem Lima e Gisele Hidalgo

A escolha de Quelen Lima para assumir uma função ligada à área cultural e de eventos e de Gisele Hidalgo para atuar em uma área estratégica ligada à inovação e ao desenvolvimento reforça uma tendência que começa a aparecer no governo Heliomar Franco: a ocupação de cargos importantes por nomes com experiência prática, formação sólida e trajetória consolidada nas áreas em que vão atuar.


Jornalista formada pela Unisinos e com longa atuação no setor cultural, Quelen construiu sua trajetória em grandes eventos e no relacionamento com produtores, artistas e instituições da região. Tem passagens por veículos de comunicação importantes e experiência em eventos de grande porte, como a São Leopoldo Fest e a Expointer, credenciais que pesaram para sua chegada à área cultural da administração.


Já a nomeação de Gisele Hidalgo reforça a aposta em um perfil técnico voltado à inovação, ao empreendedorismo e ao desenvolvimento territorial. Com pós-doutorado em Gestão e Negócios e doutorado em Administração pela Unisinos, Gisele acumula experiência em projetos importantes de articulação entre universidades, empresas e setor público, tendo participado de iniciativas como Rede RS Startup, Inova Bento, Startup Lab e Inova Mais Vale.


Esse critério, já havia aparecido anteriormente na escolha de Valmir Pizzuti para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico. Pizzuti tem trajetória ligada ao empreendedorismo, ao setor produtivo e à inovação, o que indicou, desde o início, uma tentativa do governo de colocar alguém com vivência prática em uma pasta estratégica.


Essas movimentações começam a alimentar uma leitura que depois de 15 meses de gestão, o governo Heliomar pode estar entrando em uma nova fase, menos baseada apenas no cumprimento de acordos políticos e mais voltada à montagem de equipes técnicas, o que é muito importante e necessário.


É natural que governos recém-eleitos precisem abrir espaço para aliados e grupos que ajudaram na campanha, até porque esse costuma ser um pacote político que acompanha a maioria das eleições. Mas, com o passar do tempo, também aumenta a cobrança por resultados concretos. E, em alguns casos, determinadas indicações políticas não conseguem entregar nem retorno administrativo nem força política suficiente para justificar sua permanência. Nessas situações, não se pode cobrar dos gestores a manutenção de acordos apenas por compromisso político, especialmente quando pessoas despreparadas colocam em risco uma gestão e até projetos políticos maiores.


Neste contexto, nomes técnicos tendem a ganhar espaço e podem representar uma tendência de reposicionar a gestão, especialmente em áreas estratégicas. Se essa tendência realmente se confirmar, o governo Heliomar Franco poderá passar a ter um perfil mais pragmático, apostando menos em acomodações políticas e mais em quadros preparados para gerar resultado. A sensibilidade e a observação do colunista, indicam que esse movimento pode não estar muito longe de acontecer.


Bado Jacoby, é apresentador e repórter da Start Comunicação

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