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Setor calçadista gaúcho pode ser um dos mais afetados por nova taxação dos Estados Unidos

A possível ampliação das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um sinal de alerta na indústria nacional. Entre os setores que podem sofrer os maiores impactos está o calçadista, atividade que possui forte presença no Rio Grande do Sul e é uma das principais geradoras de empregos em diversas cidades do Vale dos Sinos e do Paranhana.


Segundo entidades do setor, os Estados Unidos seguem sendo o principal destino das exportações brasileiras de calçados. Uma eventual nova tarifa sobre os produtos nacionais pode reduzir a competitividade da indústria brasileira no mercado norte-americano e favorecer concorrentes de outros países, especialmente fabricantes asiáticos.


A preocupação é ainda maior no Rio Grande do Sul, considerado o principal polo exportador de calçados de maior valor agregado do país. Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) indicam que o Estado responde por uma parcela significativa das vendas externas do setor e concentra mais de 80 mil empregos diretos ligados à atividade. Os Estados Unidos absorvem quase metade das exportações gaúchas de calçados de couro.


A nova discussão sobre tarifas ocorre justamente em um momento em que a indústria vinha demonstrando sinais de recuperação. Após enfrentar oscilações provocadas por medidas tarifárias anteriores, o setor registrou crescimento nas exportações para o mercado norte-americano nos primeiros meses de 2026, movimento que agora pode ser comprometido caso as novas taxas sejam confirmadas.


Para municípios como Novo Hamburgo, Campo Bom, Sapiranga, Parobé, Igrejinha e outras cidades da região calçadista gaúcha, o tema é acompanhado com atenção. Além do impacto direto nas fábricas, uma retração das exportações pode atingir toda a cadeia produtiva, incluindo fornecedores de couro, componentes, logística e serviços ligados à indústria.


Representantes do setor defendem uma atuação conjunta entre governo federal, governo estadual e entidades empresariais para tentar evitar prejuízos à indústria brasileira. A avaliação é de que a imposição de novas tarifas aumenta a insegurança para exportadores e importadores, podendo afetar investimentos e a geração de empregos em um dos segmentos mais tradicionais da economia gaúcha.


Caso a medida avance, o Rio Grande do Sul tende a estar entre os estados mais impactados do país, já que o complexo coureiro-calçadista continua sendo um dos pilares da indústria gaúcha e mantém forte dependência do mercado norte-americano para suas exportações.


Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br/ Bado Jacoby

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