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Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região envia dez toneladas de alimento, água e roupas para trabalhadores de São Leopoldo

Imagem: Foguinho/ SMetal.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) enviou, na última semana, cerca de dez toneladas de alimentos, água e roupas para abastecer os gaúchos de São Leopoldo, atingidos pelas enchentes que assolam o estado há mais de um mês. As doações serão destinadas a cerca de 1,5 mil metalúrgicos afetados pela tragédia.


No total, foram enviadas 5,5 toneladas de alimentos não perecíveis, 1,5 tonelada de água e 3 toneladas de roupas, que foram coletadas em Sorocaba durante campanha promovida pelo SMetal, em parceria com o BAS e os Correios. As doações são calculadas pela quantidade de paletes que armazenam os materiais, que suportam cerca de 500 kg cada.


Para o presidente do SMetal, Leandro Soares, a união da categoria metalúrgica é fundamental neste momento. “São momentos como este que demonstram que a atuação do SMetal extrapola os metalúrgicos de Sorocaba e região. Trabalhamos pelo conjunto da classe trabalhadora e, neste momento difícil que passam os gaúchos, nada é mais importante do que ajudar nossos irmãos”, ressaltou.


Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de São Leopoldo (STIMMMESL), Valmir Lodi, cerca de 60% da cidade foi afetada pela enchente. Ele explica que a situação na cidade ainda está longe de ser resolvida. Mais de dois mil metalúrgicos ainda não voltaram a trabalhar e cerca de 180 pessoas seguem abrigadas no ginásio da entidade, que chegou a acolher aproximadamente 800 pessoas.


“Quero agradecer muito as doações que nos enviaram. Esse ato demonstra a solidariedade da companheirada de Sorocaba”, agradeceu o dirigente gaúcho.


A secretária de Prevenção e Saúde do Trabalhador do STIMMMESL, Simone Ribeiro Peixoto, foi uma das atingidas pelas enchentes na cidade. Ela contou que precisou abandonar sua casa e se abrigar na casa de familiares. “É uma sensação de impotência. Primeiro foi a agonia de ver a água subir dentro de casa e tentar salvar o que dava, achando que colocar algumas coisas em cima de cadeiras iria dar um jeito, sendo que a água subiu quase no teto. Depois dá uma ansiedade porque a água não dá jeito de baixar, e quando isso acontece você quer ir logo ver o que sobrou, se dá pra salvar alguma coisa”, disse a metalúrgica.


Fonte: SMetal

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