Suspeita de matar enteada em Igrejinha é presa em Santa Catarina
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- há 3 horas
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A mulher de 63 anos suspeita de matar a enteada em uma localidade rural de Igrejinha, no Vale do Paranhana, foi presa preventivamente na tarde de segunda-feira (23) em Santa Catarina. Ela era considerada foragida desde sábado, quando teria efetuado um disparo de espingarda calibre 12 contra as costas de Maria Helena de Souza, de 50 anos, após uma discussão familiar.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita foi localizada na casa de familiares no bairro Cordeiros, em Itajaí. As investigações apontam que ela também recebeu apoio de parentes em São Miguel do Oeste durante a fuga. Aos agentes, a mulher optou por não informar como se deslocou até o estado vizinho.
A rendição foi intermediada pelo advogado da suspeita. Após a prisão, ela foi encaminhada ao Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, onde permanece à disposição da Justiça, aguardando transferência para o sistema prisional do Rio Grande do Sul.
O crime ocorreu dentro da residência do pai da vítima, um homem de 66 anos, enquanto Maria Helena o visitava. Conforme apurado, uma discussão entre madrasta e enteada teria antecedido o disparo. A vítima morreu no local, na presença do próprio filho, de 21 anos. Após o crime, a suspeita fugiu por uma área de matagal.
Moradores da região relataram à reportagem que conflitos entre as duas já vinham ocorrendo anteriormente. Entre as possíveis motivações, vizinhos apontam questões financeiras como fator que pode ter contribuído para o desfecho violento.
A suspeita e o marido eram conhecidos na comunidade como trabalhadores do setor de defensivos agrícolas. Recentemente, o homem sofreu um acidente ao cair de um cavalo, resultando em fratura no quadril. Ele foi hospitalizado em Canoas, passou por cirurgia e recebeu alta na última quinta-feira.
Segundo relatos de moradores, a recomendação médica previa cerca de três meses de repouso, além da necessidade de uma nova intervenção cirúrgica. Para custear o procedimento de forma particular, evitando a fila do Sistema Único de Saúde (SUS), o homem teria vendido um touro.
Responsável pela investigação, o delegado Ivanir Caliari afirmou que a motivação do crime ainda não está definida. “Sempre há muitas teses. Vamos trabalhar para identificar qual delas corresponde aos fatos”, declarou.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo


























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