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São Leopoldo celebra o Bicentenário da Imigração Alemã e inaugura Monumento Diversidade em 200 anos

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Imagem: Adil Lima/ Start Comunicação.

A data de 25 de julho de 2024 foi muito aguardada para a celebração do Bicentenário da Imigração Alemã no Brasil e da história de São Leopoldo. Após a calamidade da enchente de maio, que ainda tem consequências no município, a comemoração teve uma simbologia de solidariedade, agradecimento, força e união para reconstruir a cidade. Em um ato acolhedor, a cidade celebrou o dia com a apresentação da Canção ao Imigrante e a inauguração do Monumento Diversidade em 200 anos na Praça Tiradentes, no Centro da cidade.


Durante a cerimônia, o prefeito da cidade, Ary Vanazzi explicou que, em meio às adversidades enfrentadas devido à enchente de maio, a programação prevista de uma grande edição da São Leopoldo Fest em julho não pôde ser realizada como previsto inicialmente. O prefeito enfatizou que o objetivo da celebração deste ciclo não se deu apenas pela perspectiva de uma grande festa, mas vários aspectos, buscando o legado para que todas as pessoas se sentissem parte do processo de constituição do município – formado originalmente por indígenas, depois pelos portugueses, negros, alemães e outros imigrantes europeus.

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Imagem: Adil Lima/ Start Comunicação.

“A chegada dos alemães construiu o impulso econômico, social, impulsionou o desenvolvimento regional, e foram capazes de, depois de muitas guerras e percalços do ponto de vista do reconhecimento da sua liberdade, inclusive religiosa, eles conseguiram a partir de toda a sua luta, construir uma cidade que virou a cidade da colônia que aglutinava todos os municípios da região e abarcou todas as culturas”, ressaltou Vanazzi ao destacar que a cidade nunca perdeu seu impulso agregador e solidário. “Hoje temos centenas, milhares de imigrantes, africanos, haitianos, enfiem estamos todos aqui. A cidade tem uma forma de receber, de se organizar para os migrantes se sentirem bem”, destacou.


Em sua fala, o secretário de Cultura e Relações Internacionais, Marcel Frison, afirmou que “São Leopoldo já passou por várias catástrofes em sua história, e o seu povo teve que trabalhar muito para poder construir a cidade e vamos reconstruí-la. E acho que o símbolo maior é este monumento. Vinicius [o escultor vencedor do concurso] pensou antes da enchente, mas representa bem o momento atual, aí estão as insígnias que são características de São Leopoldo. A nossa fé, a nossa cultura e o nosso trabalho e estamos todos de mãos dadas com as ferramentas na mão para poder reconstruir São Leopoldo, reconstruir a nossa história e construir nosso futuro. Isto será um símbolo para nós e vai nos inspirar para pensarmos no nosso futuro e tornar São Leopoldo cada vez melhor”, explicou o secretário.


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Imagem: Adil Lima/ Start Comunicação.

O vencedor do concurso que selecionou o monumento, o arquiteto e urbanista Vinicius Vieira de Souza, parabenizou pela escolha pela realização do concurso, especialmente na área de arquitetura e artes visuais, incentivando a participação de todos os artistas. Vieira apresentou a composição do monumento, que busca representar os povos germânico, com instrumentos do trabalho que caracterizam estes povos, aliado à questão da união com outras etnias que constituíram a cidade de São Leopoldo e região, com referências aos povos afro-brasileiros, indígenas, italianos. Ele explicou que o piso do entorno do monumento também compõe a obra, com informações como o traçado sinuoso do Rio dos Sinos, a ponte de pedra e os trilhos da primeira ferrovia do Rio Grande do Sul.

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