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São Leopoldo comemora 197 anos da imigração alemã com intensa agenda de eventos


Foto: Thales Ferreira/PMSL

SÃO LEOPOLDO: há 197 os primeiros imigrantes alemães percorriam o Rio dos Sinos, marcando o dia de ontem, 25 de julho, como o aniversário de São Leopoldo, berço da colonização germânica em território nacional. Em alusão a isso, nesta tarde, a Prefeitura de São Leopoldo, através da Secretaria Municipal de Cultura e Relações Internacionais (Secult) promoveu em formato híbrido, atividades na Ponte 25 de Julho, Museu do Rio e Praça do Imigrante. Abrindo a programação, a comunidade pôde prestigiar a apresentação dos 21 atletas da Associação Leopoldense de Ecologia e Canoagem (Aleca), que integra o Projeto Canoagem na Escola, gerido pela Secretaria Municipal de Educação (Smed). O grupo formou um coração nas águas do rio, representando a gratidão e o amor pelo município. Após, aconteceu o passeio náutico e a encenação no Museu do Rio, local que foi o porto dos imigrantes por muitas décadas. O propósito foi representar os reencontros de diversas famílias nas margens do rio e do fluxo migratório, resgatando a história ocorrida em 1824. Neiva Rodrigues Bandeira, 68 anos, foi, caracterizada, apreciar a programação com duas amigas. A professora contou que participa da festa desde o início das comemorações e que sente falta da confraternização. “É diferente, mas é o que é possível neste momento”, afirmou. Assim como Neiva, a filha e a sobrinha do morador Anderson Damasceno da Costa, 42 anos, que reside há 20 anos em São Leopoldo, também estavam trajadas. Ele levou ambas para participar da celebração e contou que o motivo foi a vontade da filha em conhecer suas raízes. “Minha esposa tem sobrenome alemão, então ela quis conhecer mais. Depois vamos ao Museu do Rio para conferir a árvore genealógica dela”, contou. “Achei muito bonito, está bem legal. Adorei quando os barcos vieram”, contou Cléren Barth, filha de Anderson. Celebração ecumênica

No palco instalado na Ponte 25 de Julho, a celebração deu espaço para 10 líderes religiosos saudarem a população. Representantes muçulmanos, luteranos, indígenas, povos de matriz africana, hinduísmo, espírita, zen budismo, mórmons e católicos, estiveram presentes no ato da festividade religiosa, fazendo fomento à diversidade religiosa e cultural que compõem a cidade. Conforme explicou o titular da Secult, Pedro Vasconcellos, a Ponte 25 de Julho foi escolhida como ponto simbólico para a programação, por ser o local de maior riqueza histórica de São Leopoldo. “Estamos hoje marcando estes espaços com a questão cultural, para resgatar a história da cidade e anunciar o conjunto de projetos que estamos iniciando agora e que vão até 2024, quando completamos o bicentenário”, afirmou.


Acendimento da pira

Foto: Thales Ferreira/PMSL

O encerramento do cronograma contou com a cerimônia de acendimento da pira, uma tradição antiga, retomada em 2015 e realizada, anualmente, no monumento do centenário de São Leopoldo, na Praça do Imigrante. A chama permanece acesa durante alguns dias e faz perpetuar a memória de todos que ajudaram na construção étnica e cultural do município. O prefeito de Campo Bom e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvars), Luciano Orsi destacou que a associação tem trabalhado em ações de valorização da cultura alemã na cidade e que a data é um marco importante, pois São Leopoldo é reconhecida nacionalmente como berço da imigração alemã. “Queremos fazer um ano do bicentenário para que possamos estar mais fortalecidos e com a união das cidades, avançar ainda mais na cultura da imigração alemã”, disse.

Secretária estadual de Cultura, Beatriz Araújo/Foto: José Luís Zasso

A secretária estadual de Cultura, Beatriz Araújo, saudou a prefeitura de São Leopoldo por mobilizar atividades que valorizam o período da imigração. Ela afirmou que a Sedac/RS está trabalhando em conjunto com a Amvars nos projetos desenvolvidos em prol do bicentenário de São Leopoldo. “É muito importante ver o empenho para valorizar o patrimônio material e cultural da cidade. Estamos muito animados com o que está acontecendo aqui”, salientou. Fazendo um resgate da sua vinda para São Leopoldo, o prefeito Vanazzi compartilhou lembranças de quando contribuiu para a construção do prédio do Museu do Rio. “Me apaixonei pela história que São Leopoldo carrega, pela cidade e plo museu. Me sinto acolhido aqui. O que tenho de melhor quero retornar para cá e para nosso povo”, declarou. Vanazzi também falou da importância de os municípios do Vale do Caí solidificarem uma política integrativa para potencializar a história que marca a região e que o município criou o Comitê do Bicentenário para se preparar para 2024. “Precisamos nos dedicar para construir nesses próximos três anos e meio, um processo de integração, tendo como símbolo a cultura que nos liga. Isso vai gerar uma dimensão diferente, originando um movimento regional que nos possibilita a diversidade histórica da cidade. Vamos olhar o passado, valorizar as raízes para nos direcionarmos ao futuro, rumo ao bicentenário”, finalizou.


Fonte: SCOM/PMSL

 
 
 

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