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São Leopoldo festeja vacinação de profissionais da educação do município


Professoras Cledis Fagundes, 53 anos, e Tayana Fagundes, mãe e filha, foram as primeiras a serem vacinadas/ Foto: Thales Ferreira

SÃO LEOPOLDO: um momento especial para mãe e filha, ambas professoras e colegas de profissão. As duas neste sábado, 15 de maio, foram imunizadas com a primeira dose da vacina contra a covid-19. As professoras Cledis Fagundes, 53 anos, e Tayana Fagundes, de 30, foram as primeiras a chegar à fila na Escola Barão do Rio Branco, bairro Pinheiro. As duas trabalham na Escola Balão Mágico, que tem unidades no Centro e no bairro Feitoria.

O anúncio da vacinação dos professores e demais trabalhadores da educação infantil trouxe uma nova perspectiva para o convívio profissional e familiar. “Foi um tanto inesperado esse anúncio. Ficamos sabendo na quinta-feira pelas redes da prefeitura. É uma emoção muito grande, não tivemos dúvida e viemos cedo”, ressaltou Cledis. Tayana revelou alívio também pelo seu histórico de asma e bronquite e por conta de suas duas filhas. “A vacina nos tira um peso, diminui chance de agravamento e com a mãe ao lado traz uma emoção dupla”, acrescentou.

Uma longa fila se formou na quadra da escola. A vacinação ocorreu das 9h às 14 horas sempre com um bom andamento do fluxo. Em visita ao local, o prefeito Ary Vanazzi salientou que São Leopoldo criou as condições para que a vez dos professores chegasse logo dentro do calendário previsto pelo Ministério da Saúde.

O secretário da Saúde Marcel Frison, prefeito Ary Vanazzi e o vice-prefeito Ary Moura acompanharam a vacinação/ Foto: Thales Ferreira

“A vacina é uma forma de proteger os professores, mas também as famílias e a cidade de uma forma geral. A nossa decisão foi técnica. Conseguimos chegar na sexta-feira até a faixa dos 18 anos com comorbidades, população carcerária e de rua. Cumprimos assim o Programa Nacional de Imunizações e chegamos aos educadores”, ressaltou. O secretário da Saúde Marcel Frison e o vice-prefeito Ary Moura acompanharam a visita.

A professora Jéssica Passos, da Associação Vovó Maria, optou pelo drive-thru do Centro de Eventos. Ela trouxe as colegas as colegas Katiele da Rosa e Alessandra Chaves. Emocionada, agradeceu a oportunidade de receber a primeira dose. “Acompanhei de perto as notícias e o empenho da Prefeitura para que chegasse a vez dos professores. Esse dia é um reconhecimento pelo nosso trabalho e pela nossa profissão”. No total, foram vacinados 1322 trabalhadores da educação no dia de hoje.

Segunda dose da CoronaVac

O movimento foi igualmente intenso na procura da segunda dose da Coronavac/Butantan. Filas se formaram na Antiga Unisinos e no drive-thru do Largo Rui Porto. Para organizar a demanda, a Secretaria da Saúde chamou os vacinados até o dia 1º de abril. Morador do bairro Feitoria, João Antônio Fernandes, 69 anos, pegou carona com a namorada Nádia Padilha. “Valeu a espera, é uma sensação de alívio. Uma pena que há o risco de não temos mais insumos”, lamentou. O município aplicou hoje 2254 doses da Coronavac e o restante da remessa está sendo utilizado em pessoas acamadas que também estão aguardando a segunda dose. A Secretaria Municipal de Saúde aguarda nova remessa da Coronavac, a ser repassada pelo Ministério da Saúde, para seguir completando o ciclo vacinal e avançar no calendário de vacinação.


São Leopoldo vacina pessoas com 18 anos ou mais com comorbidades específicas na segunda-feira, 17 de maio

Por conta da escassez de doses, na próxima segunda-feira, 17 de maio, não haverá vacinação para professores e demais trabalhadores da educação. A aplicação retornará para pessoas a partir de 18 anos de idade com as seguintes comorbidades: diabetes, hipertensão arterial, cardiopatias, hepatopatias, pneumopatias, imunossupressão, acidente vascular cerebral, obesidade mórbida e doenças reumáticas. A comprovação ocorrerá através de atestado médico, laudo, exame ou receita médica de medicamentos controlados das respectivas doenças prévias. Serão disponibilizadas vacinas do laboratório AstraZeneca/Fiocruz.

A imunização segue para nascidos até 1961 e para pessoas com deficiência permanente a partir de 18 anos. Elas podem comprovar fisicamente, por meio de laudos médicos ou mediante apresentação do Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC). Também continuam contempladas pessoas com síndrome de down maiores de 18 anos e puérperas (que deram à luz nos últimos 45 dias).

Dois pontos de vacinação estarão disponíveis: o drive-thru do Largo Rui Porto, na avenida Dom João Becker, para quem for de carro, e a antiga sede da Unisinos, com entrada na praça Tiradentes, segue como opção para quem for a pé. O expediente em todos os locais será das 9h às 16 horas. Na antiga Unisinos também é feita a segunda dose da AstraZeneca para profissionais de saúde.


Redação do www.startcomunicacaosl.com.br / Fonte: SCOM/PMSL


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