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São Leopoldo: Parapet movimenta cidade pela adoção de animais com deficiência



Foto: Thales Ferreira

SÃO LEOPOLDO: se o início da vida foi difícil, a partir de hoje a cachorrinha de três patas Vitória não vai mais viver em um canil. Ela terá uma casa com ar-condicionado - verão e inverno -, alimentação de qualidade, banho em pet shop e muito amor. “Por ter esse carinho e respeito pelos animais, eu tenho essa forma de proceder”, conta sua nova tutora Lourdes Leite Guarienti. A aposentada chegou ao 1º Parapet, evento de adoção de cães com deficiência promovido pela Prefeitura de São Leopoldo, já decidida a levar a mascote para casa. “Eu estava contando os dias desde que eu li no jornal que tinha essa cachorra com a perninha amputada, queria chegar no primeiro horário antes que alguém adotasse ela”, disse a tutora de outros oito animais, quatro gatos e quatro cachorros. Com apresentações de Arthur de Mari, Pagode do TT e The Dogs, a Secretaria de Proteção Animal de São Leopoldo (Sempa) realizou o primeiro evento no Rio Grande do Sul e no Brasil com foco na divulgação e incentivo a adoção responsável de cães com deficiência, todos tutelados pelo Canil Municipal. O evento ocorreu neste sábado, 6 de agosto, na rua Marquês do Herval entre a avenida João Correia e a rua Florêncio Câmara, numa realização da Sempa com a Central Animal e Sesc/Fecomércio. “A ideia do Parapet vem sendo construída no mínimo há dois anos. O Canil tem uma ala com muitos animais desacreditados da possibilidade de adoção, sem visibilidade é mais difícil ainda, então a gente sentiu a necessidade de projetar esses animais a ter uma outra possibilidade de vida”, conta Irene Winckler, da Central Animal Pet, uma das idealizadoras do evento. Dos mais de 300 animais que são tutelados pelo Canil Municipal, 53 cães têm uma ou mais deficiências. Além de enfrentar a superlotação, também há dificuldade de encontrar um lar por causa das características que os tornam esses animais em seres únicos - como a cegueira, a surdez, a paralisia, a amputação ou a idade avançada -, mas não menos dignos de dar e receber amor. “Nós já começamos com o dia ganho, conseguimos a adoção da mascote do evento. Isso para nós já é uma satisfação enorme, de todo o esforço que nós tivemos, de fazer esse evento do tamanho que ele está. Começou uma coisa bem pequenininha, foi tomando corpo, quando descobriram a finalidade do evento, as pessoas fizeram questão de colaborar e ajudar”, comemorou o titular da Sempa, Walter Leo Verbist. O prefeito Ary Vanazzi ressaltou que a iniciativa terá continuidade. “Tem vários elementos importantes aqui. Primeiro que gera cada vez mais uma conscientização na população sobre o cuidado e trato com os animais. Segundo, a gente também pode fazer ações para diminuir a lotação do canil, e terceiro que movimenta tanto o setor economia de cuidado para os animais, como também a economia solidária que participa destas feiras e geralmente cria uma integração e uma dinâmica cultural e econômica importante para a cidade”, disse o prefeito. O médico-veterinário, José Pedro Martins, do Conselho Regional de Medicina Veterinária, elogiou a iniciativa. “Adotar um animal é um desafio e adotar um animal com algum tipo de deficiência é um desafio maior ainda. E acho que a gente já está numa fase em considerar que o animal de estimação não é um brinquedo, então a guarda responsável pressupõe uma preparação da família, principalmente da criança, para saber que o animal é um ser vivo que tem as suas necessidades e seu comportamento característico. Ele tem as necessidades e os cuidados dele e então o animal portador de algum tipo de deficiência pode limitar algum tipo de movimentação mas essa deficiência não limita a personalidade do animal, ele continua expressar carinho, fome, dor”. Com apoio da Associação Leopoldense de Deficientes (Aldef), a acessibilidade do local do evento foi pensada para atender seres humanos e não humanos. Brinquedos do Sesc, bolhas de sabão gigante, feira de artesanato, oficinas para confecção de cadeiras de rodas, palestra sobre adestramento e plantas tóxicas para cães e um painel para desmistificar os cuidados ao cão com deficiência também fizeram parte da programação, assim como o desfile de apresentação dos animais disponíveis para adoção. O 1º ParaPet foi uma realização da Sempa com a Central Animal e Sesc/Fecomércio, em parceria com Semae, Ead Unisinos São Leopoldo e Klau Brentano Ateliê de Artes. Também conta com o apoio de Construtora e Pavimentadora Pavicom, Adestrador Ezequiel Sanculis, Vet Fixit, Weissheimer Construção e Incorporação, Haka Pub, Rodrigues Negócios Imobiliários, Bicho com luxo, Seresto, Cabrita Especial, Simparic, Premier Pet, Ferplast, Ar Logistica, Endogard, Dog’School, Vilk, Purina, Vetnil, Sampat, Villa D’Assisi, Família Tim Tim, Sparks Studio Portugal, Gavetinha e Telles Pet Car.


Registros do grande evento que mobilizou São Leopoldo

Fonte: SCOM/PMSL/Fotos: Thales Ferreira

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