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São Leopoldo: Prefeitura e Unisinos promovem curso de extensão para enfermagem


Foto: jornalista Romeu Finato

SÃO LEOPOLDO: uma ideia que está em construção há muitos anos, finalmente, começa a sair do papel e começa a materializar o curso de extensão com foco em diabetes e doenças cardiovasculares.


Na manhã da última quarta-feira, dia 7, ocorreu na Unisinos a aula inaugural com a presença de 20 profissionais de enfermagem que trabalham na rede municipal, foco da iniciativa. Serão 44 aulas teóricas e 20 horas de aulas práticas.

“Temos um terço da população adulta com hipertensão e quase metade dos idosos. No âmbito da atenção primária em saúde (APS), a hipertensão e a diabetes caracterizam-se pela alta prevalência e pela baixa taxa de controle. Todos os estudos mostram que a diminuição da mortalidade passa pela qualificação dos enfermeiros. As principais causas de mortalidade são evitáveis. É ali que a gente deve agir”, ressaltou a enfermeira Ana Maria Pedrolo, a assessora de Planejamento da Secretaria da Saúde.

Recentemente empossada como servidora, Gaciela de Oliveira, 36 anos, não desperdiçou a oportunidade de se qualificar gratuitamente. Ela atende na Unidade Básica de Saúde (UBS) Santo André, região que, segundo ela, possui um grande número de idosos. “Trato diariamente com lesões de pele, pessoas com amputações. Quanto mais conhecimento tiver, mais instrumentos de ação teremos e melhor será meu atendimento, minha orientação e o serviço prestado à população”, assegurou.

Na aula inaugural estiveram presentes as professoras Vânia Micheletti e Vânia Schneider, que destacou a importância da parceria entre município e universidade. “O curso foi pensado há tempo diante da necessidade que percebíamos com relação às doenças crônicas. Por isso é importante essa aproximação da Unisinos com a rede”, reforçou a coordenadora do curso de Enfermagem. As aulas práticas iniciam em janeiro nas unidades básicas de saúde. Histórico No mês de julho ocorreu a assinatura do protocolo de enfermagem que amplia a autonomia do profissional no atendimento clínico das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como hipertensão e diabetes. A partir de então, os profissionais de enfermagem puderam solicitar exames para rastreio dessas doenças e solicitar exames para classificação de risco cardiovascular, ou seja, que verifiquem a chance da doença ter um desfecho desfavorável nos próximos 10 anos, como acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto. A hipertensão atinge 3% da população adulta no Brasil, chegando a mais de 50% em adultos entre 60 e 69 anos e 75% em indivíduos com mais de 70 anos. Já a diabetes atinge quase 10% da população adulta, sendo que após os 65 anos atinge 21%.


Fonte: SCOM/PMSL

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