São Leopoldo tem dez organizações reconhecidas com o selo de combate ao racismo
- Start Comunicação

- 13 de dez. de 2023
- 2 min de leitura

Uma das políticas do governo municipal de São Leopoldo para promoção de uma sociedade antirracista vem se fortalecendo: o Selo São Leopoldo Sem Racismo. Lançado em março deste ano, dez organizações já aderiram ao projeto que tem a finalidade de ajudar a enxergar quais práticas são necessárias para promover a igualdade racial e oportunidades de forma efetiva. A distinção é concedida pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos (Sedhu), por intermédio do Departamento de Igualdade Racial.
Foram reconhecidas com o Selo as seguintes organizações: empresa Klabin, Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Chico Xavier, Emef Padre Orestes, Emef Edgard Coelho, entidade Casa da Jéssica, Associação Artecultura para Paz Isaura Maia, bar Majestic Drinks, casa de religião Ilê dos Orixás, Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) e a Associação Criança e Adolescente Ellen Rosa (Acaer).
A secretária municipal de Direitos Humanos, Nadir Maria de Jesus, destaca que a Sedhu, com o Departamento de Igualdade Racial, tem o compromisso de promover ações, atividades e políticas públicas com o objetivo central de combater o racismo, seguindo as diretrizes da lei 7.716/89 e todas as formas de discriminação e violações de direitos. “O Selo São Leopoldo Sem Racismo é mais um instrumento de reflexão sobre o combate ao racismo. Quando chegamos num espaço que tenha o selo fixado, é a certeza do comprometimento com ações antirracistas e uma segurança para quem o frequenta”, ressalta.
A chefe do Departamento de Igualdade Racial, Adriângela Cabral Jacob, contextualiza que a procura e aquisição do Selo São Leopoldo Sem Racismo está aumentando e sua importância para toda a estrutura social. “Esta política chama urgente a sociedade, nos guia para um movimento estruturado de implantação da agenda ambiental, social e de governança, que amplia a cada dia mais nossa consciência sobre a responsabilidade que temos como organização, que tem o propósito de realizar sonhos ao movimentar estruturas”, declara.
Adriângela convida as organizações para não ficarem de fora desta iniciativa. “É uma alegria fazer parte desta transformação com políticas voltadas à diversidade, equidade e inclusão, com um olhar para dentro de si e para o outro, sejamos individualmente e coletivamente antirracistas”, enfatiza.
Cadastro para adesão
Para obter o Selo é preciso preencher o cadastro. Este será avaliado por uma comissão que vai conceder ou não. Depois de adquirido, o contemplado deverá cumprir os pré-requisitos ou poderá ter o seu selo retirado.
As informações sobre o Selo e formulário para cadastro estão disponíveis aqui.
Quem pode aderir:
O Selo São Leopoldo Sem Racismo pode ser solicitado por escolas, instituições, autarquias, fundações, estabelecimentos comerciais, tanto órgãos públicos como da iniciativa privada.
Confira os critérios para obtenção:
Apresentação de carta de compromisso;
Planejamento de ações, projetos e programas que visem à promoção da igualdade étnica;
Celebração de parcerias com órgãos ou instituições que tenham vistas à igualdade racial;
Apoio irrestrito às políticas antirracistas e de liberdade e à igualdade material de oportunidades;
Incentivo à oferta de cursos de capacitação acerca de políticas antirracistas;
Deverão ser apresentados os dados numéricos sobre a diversidade racial;
Deverão igualmente ser apresentados os cargos, posições ocupadas, e comprovação de equidade salarial;
As empresas, escolas, instituições, autarquias, fundações e estabelecimentos comerciais deverão desenvolver um programa de ações afirmativas voltados para a população negra, apresentando um programa que garanta a diversidade étnica.
Para mais informações, o contato pode ser feito pelos seguintes telefones: (51) 2200-0265 ou (51) 2200-0266.
























Comentários