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Trensurb é retirada do Plano Nacional de Desestatização, diz presidente da estatal

Atualizado: 7 de mar. de 2024


Imagem: Guilherme Almeida/ Correio do Povo.

O presidente da Trensurb, Fernando Marroni, anunciou nesta terça-feira (5), que a estatal foi retirada do Plano Nacional de Desestatização (PND). A privatização da companhia havia sido incluída no plano durante o governo Bolsonaro e sua retirada era uma promessa do governo Lula.


“Depois de concluídos os estudos do BNDES, o governo tem a decisão política e anunciou hoje, através do secretário da Cavalcanti [Marcus Cavalcanti, secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil] anunciou que a Trensurb e a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) foram retiradas do Plano Nacional de Desestatização. Isso é uma notícia muito importante para todos os usuários da Trensurb”, afirmou Marroni.


O gestor disse que o sistema transporta cerca de 120 mil pessoas por dia, com potencial para ampliação.


Segundo o presidente do SindimetrôRS, Luis Henrique Chagas, a retirada da Trensurb do PND foi resultado da luta do sindicato e dos metroviários pressionando o governo. "Quando o Governo Lula assumiu, imaginamos que já seríamos retirados dessa lista, mas isso não aconteceu. Tivemos quase um ano e meio de muita luta, muita pressão, envolvendo todos os deputados da base do governo, do PSOL, PT, PCdoB, que se posicionaram contrários à privatização da Trensurb, a mobilização permanente dos metroviários e metroviárias. Essa pressão culminou na retirada da empresa do PND. Foram muitas pessoas envolvidas nesse processo: políticos, partidos, movimentos sociais, metroviários do Brasil, então foi uma grande vitória e nós temos muito o que comemorar", explica.


Agora, segundo Chagas, o sindicato tem como pauta o investimento do governo federal na estrutura da Trensurb. "É para recuperar tudo que foi perdido. Foram seis anos que a gente não recebeu nenhum real de investimento. Pensar no que já está pronto, como a possibilidade da viabilidade de expansão da linha, seja pra Alvorada, seja pro Vale do Paranhana, que são as regiões que estão demandando isso", conclui o presidente do Sindimetrô.


Expansão até Alvorada


Marroni anunciou ainda que o BNDES fará o estudo de viabilidade técnica, ambiental e econômica da expansão do Trensurb até Alvorada. “Tão logo sejam concluídos esses estudos do BNDES, a Trensurb terá os instrumentos necessários para fazer sua expansão”, explicou Marroni.


A estatal estima que a expansão custaria cerca de R$ 6 bilhões e beneficiaria 170 mil pessoas. A intenção é ampliar o trem por meio do chamado corredor Nordeste. O trecho de 16,6 km teria onze estações, saindo da Estação Aeroporto e seguindo pela zona Norte de Porto Alegre.


Guilbert Trendt, com informações do jornal Correio do Povo

 
 
 

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