Um modelo que está dando certo na educação leopoldense e pode ser adotado na saúde - Por Bado Jacoby
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- há 48 minutos
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A anunciada saída da atual secretária de Saúde de São Leopoldo, Kelbe Gonçalves, que deverá assumir uma função no serviço público estadual, abre espaço para uma reflexão sobre o futuro modelo de gestão da pasta. Trata-se de um movimento natural na administração pública e que pode representar uma oportunidade para repensar formatos e estratégias.
Nenhum absurdo, considerar que a nova gestão da Secretaria da Saúde, possa se inspirar no modelo adotado na Educação, considerado por muitos como bem-sucedido. A combinação entre um secretário com perfil político e capacidade de articulação, representado por Falcão Mello, e uma gestão executiva técnica, exercida pela professora Cris Ross, está tendo como efeito prático, um equilíbrio entre governabilidade, organização administrativa e capacidade de execução.
A experiência da Educação sugere que não é necessário escolher entre política ou técnica. Pelo contrário: a soma desses dois perfis tende a fortalecer secretarias estratégicas. A liderança política garante diálogo com o governo, o Legislativo e outras esferas, enquanto a gestão executiva técnica assegura conhecimento da área, relação com as equipes e eficiência na aplicação das políticas públicas.
Essa lógica pode ser pensada para a Secretaria da Saúde, uma das áreas mais sensíveis da administração municipal. A pasta enfrenta desafios permanentes, como filas, superlotação, pressão financeira e cobrança diária da população, exigindo tanto articulação política quanto domínio técnico do SUS e da rede local.
A necessária mudança no comando, com a saída de Kelbe Gonçalves, não deve ser vista como ruptura, mas como momento propício para avaliação e amadurecimento do modelo de gestão. A reflexão que se coloca é se um secretário de perfil político, aliado a um gestor ou gestora executiva com forte base técnica, não poderia ser um caminho viável, a exemplo do que ocorreu na Educação com Falcão Mello e Cris Ross.
Não há fórmula pronta, apenas uma provocação ao debate. Em áreas como a Saúde, repensar estruturas pode ser um passo importante para avançar e para entregar melhores resultados à população. Se conseguir um nome técnico e um nome político com as devidas afinidades na área da saúde, nem uma dúvida, de que o governo municipal, tem grandes chances de dar a estabilidade e eficiência mínima para esta área tão importante e sensível da administração municipal.

Bado Jacoby, é apresentador e repórter da Start Comunicação































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