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Vereador alerta para possível prejuízo a usuários com mudança na bilhetagem do transporte coletivo em São Leopoldo


A renovação do sistema de bilhetagem eletrônica do transporte coletivo de São Leopoldo tem gerado reclamações entre usuários dos ônibus do Consórcio Operacional São Leopoldo (COLEO). O principal motivo é o prazo final para utilização do saldo do cartão de vale-transporte, fixado em 11 de janeiro, já que os créditos não serão transferidos para o novo cartão que passará a operar no sistema.

Com a mudança, usuários que não conseguirem utilizar todo o saldo até a data limite poderão sofrer prejuízos financeiros. A partir do dia 12 de janeiro, os cartões atuais ficarão zerados, exigindo o pagamento em dinheiro para o embarque nos ônibus.


Diante da situação, o vereador Anderson Etter (PT) tem orientado a população a buscar seus direitos. Segundo o parlamentar, o mandato tem recebido diversas manifestações por meio das redes sociais e do WhatsApp, com críticas à retirada de créditos já pagos pelos trabalhadores. “Esta medida está revoltando os leopoldenses e lembra, inclusive, o confisco da poupança ocorrido nos anos 1990”, afirmou.


Entre as reclamações recebidas estão questionamentos sobre a não transferência dos créditos, críticas à perda de um direito adquirido e alegações de possível apropriação indébita. Alguns usuários relatam possuir valores elevados em saldo, superiores a R$ 1 mil, e afirmam ter doado ou até comercializado os créditos para evitar prejuízos.

A orientação do mandato é para que os usuários que ainda possuam saldo no cartão COLEO formalizem reclamações junto aos órgãos competentes. As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria, pelo telefone 151; ao Procon, pelo número 2200-0355 ou pelo site oficial; e à Secretaria Municipal de Mobilidade e Serviços Urbanos (SEMURB), pelo telefone 2200-0321.


Denúncia no Ministério Público

Em outubro, Anderson Etter apresentou um projeto de lei com o objetivo de garantir a transferência dos créditos do vale-transporte, medida adotada em outras cidades do país. A proposta, no entanto, foi rejeitada por vereadores da base do governo Heliomar.

Diante da rejeição, o parlamentar ingressou com denúncia no Ministério Público, no dia 19 de dezembro, buscando assegurar a manutenção integral do vale-transporte. “Não há argumento plausível para a não transferência do saldo, já que o novo sistema de bilhetagem continuará sendo administrado pelo mesmo consórcio de empresas”, concluiu Etter.


Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels com colaboração da jornalista Cátia Cylene.

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