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Artigo: O Amor em Metamorfose - Por Débora Cristina Schilling Machry

Foi com um escaravelho que tudo começou. Não com flores ou promessas eternas, mas com um inseto enrolado cuidadosamente no moletom novo dele — um gesto simples, quase cômico, mas que disse tanto. Para muitos, poderia parecer pouco. Para mim, era tudo: atenção, cuidado, afeto disfarçado de curiosidade científica. Naquele instante, entendi que o amor, o verdadeiro, não começa com fogos, mas com sutilezas.

 

Com o tempo, descobrimos que amar é também desaprender: abrir mão do que achávamos que sabíamos sobre o outro, e, mais ainda, sobre nós mesmos. Quantas vezes não nos perdemos tentando agradar, tentando caber em moldes antigos? Amor que evolui exige coragem — de mudar, de conversar, de crescer. Não dá pra amar o outro sem antes saber se olhar no espelho e gostar do que vê. E quando esse amor amadurece, deixa de ser posse, passa a ser parceria. Passa a ser liberdade que anda de mãos dadas.

 

Amar você é festa todos os dias, ainda que sem música ou bolo. Comemoramos no silêncio de um café passado no fim do dia, no olhar cúmplice diante das lutas da vida, e até nas pequenas discussões que nos fazem melhores. O amor que começou com um escaravelho virou lar.

 

Hoje, no Dia dos Namorados, não celebro um conto de fadas. Celebro a metamorfose — nossa capacidade de mudar juntos, de permanecer por escolha, de amar com verdade. Porque amor bom não é o que paralisa. É o que voa.

 

Artigo de: Débora Cristina Schilling Machry
Artigo de: Débora Cristina Schilling Machry

 

 

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