Audiência sobre o Semae mostra o pouco interesse de boa parte dos vereadores (as) pelo assunto - Por Bado Jacoby
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A audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de São Leopoldo nesta segunda-feira (15), que debateu a não privatização do Semae, mostrou mais uma vez a importância que o tema possui para a comunidade leopoldense. O plenário da Casa Legislativa ficou lotado. Representantes dos servidores da autarquia, entidades da sociedade civil, lideranças políticas e cidadãos interessados compareceram para discutir o futuro de um serviço essencial para a cidade: o abastecimento de água e o saneamento básico.
Estiveram presentes, entre outras autoridades, a presidente do Semae, Cladis Magnani, representantes dos trabalhadores da autarquia e o deputado estadual e ex-vice-governador do Rio Grande do Sul, Miguel Rossetto. A mobilização da sociedade evidenciou que o tema está longe de ser uma discussão restrita a setores específicos e continua despertando interesse em diferentes segmentos da população.
Também é importante registrar que o vereador Daniel Daudt (PL), propositor da audiência pública, não pôde participar do encontro em razão de questões de saúde. Sua ausência, portanto, ocorreu por motivo justificado e não diminui o papel desempenhado na realização do debate.
O que voltou a chamar atenção, porém, foi a pequena participação dos próprios vereadores e vereadoras de São Leopoldo. Compareceram à audiência os vereadores Fabiano Haubert e Johnson Souza, do PDT, Jaison Nardes, do PP, e Fábio Bernardo e Anderson Etter, do PT. Em um Legislativo formado por 13 parlamentares, a presença de apenas cinco representantes em uma pauta de tamanha relevância inevitavelmente suscita questionamentos.
Independentemente das posições favoráveis ou contrárias à privatização do Semae, é justamente em momentos como esse que se espera a presença ativa dos representantes eleitos pela população. Audiências públicas existem para ouvir, debater e construir posições. A ausência em discussões estratégicas acaba transmitindo à sociedade a sensação de distanciamento entre os problemas reais da cidade e parte daqueles que receberam do eleitor a responsabilidade de representá-lo.
Não se trata de exigir unanimidade de pensamento ou alinhamento ideológico. O debate sobre o futuro do Semae mobiliza diferentes correntes políticas e admite posições divergentes. Mas é justamente por isso que a participação se torna ainda mais necessária. A democracia se fortalece no confronto de ideias, e não no esvaziamento dos espaços de discussão.
São Leopoldo enfrenta desafios complexos em diversas áreas, e a população espera de seus representantes mais do que manifestações em redes sociais ou discursos em sessões ordinárias. Espera presença, participação e disposição para ouvir a comunidade.
O plenário lotado desta segunda-feira demonstrou que a sociedade continua interessada e disposta a participar das grandes discussões da cidade. Talvez esteja na hora de parte do Legislativo demonstrar o mesmo interesse. Afinal, quem se candidata para representar a população não pode aparecer apenas nos momentos mais confortáveis da atividade política. Há temas que exigem presença, escuta e compromisso. E o futuro do Semae certamente é um deles.
Bado Jacoby, é apresentador e repórter da Start Comunicaçao

























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