Bomba relógio: trabalho por aplicativo cresce, mas maioria dos trabalhadores está sem proteção previdenciária
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- há 2 horas
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O número de brasileiros que trabalham como motociclistas de aplicativos praticamente dobrou em três anos, mas a expansão da atividade vem acompanhada de um problema para o futuro desses trabalhadores: a falta de cobertura previdenciária.
Segundo dados do IBGE, havia cerca de 405 mil motociclistas plataformizados em 2025, crescimento de 15,4% em relação a 2024 e de 92% desde 2022. Desse total, apenas 79 mil tinham cobertura previdenciária, o equivalente a 19,4% — ou apenas um em cada cinco trabalhadores.
A baixa adesão significa que a maioria está sem acesso às garantias vinculadas à contribuição previdenciária, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.
O cenário preocupa especialmente porque a atividade envolve exposição a acidentes e outros riscos. Segundo o IBGE, os motociclistas de aplicativos trabalham, em média, 44,9 horas por semana, acima dos 41,1 horas dos demais motociclistas.
Apesar da jornada maior, o rendimento por hora é superior entre os trabalhadores de aplicativos: R$ 11,40, contra R$ 10,10 dos não plataformizados. O valor mensal efetivamente retirado, já descontados gastos como combustível, ficou em R$ 2.221.
O problema previdenciário também aparece entre os motoristas de aplicativos. Em 2025, eram 905 mil trabalhadores, dos quais somente 25,5% tinham cobertura previdenciária.
Os números mostram um mercado de trabalho que cresce rapidamente, mas com uma parcela expressiva de trabalhadores sem uma proteção que será fundamental quando não puderem mais trabalhar ou enfrentarem problemas de saúde e acidentes. Para quem depende da atividade por aplicativo como principal fonte de renda, a ausência de contribuição hoje pode representar uma aposentadoria sem garantia de renda no futuro.
FONTE: Agência Brasil
























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