Ceprol critica declarações de prefeito de Novo Hamburgo contra a categoria dos professores e professoras

O Ceprol – Sindicato dos Professores Municipais de São Leopoldo se manifestou nesta segunda-feira, 5 de outubro, sobre publicações feitas pelo prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), na noite de domingo, 4, após o primeiro turno das eleições. A entidade classificou como uma ameaça as declarações do prefeito direcionadas ao sindicato dos professores de Novo Hamburgo.
Segundo o Ceprol, Finck publicou uma mensagem em tom de ironia dirigida a adversários políticos, acompanhada da expressão “durmam bem”. Na sequência, ainda conforme o sindicato, o prefeito afirmou que pretende, “em 30 dias”, “decretar a falência do sindicato dos professores” de Novo Hamburgo.
Para o Ceprol, a declaração é incompatível com o exercício do cargo de prefeito e caracteriza uma “prática antissindical”. A entidade também destaca que um chefe do Executivo municipal não possui competência para decretar a falência de uma organização sindical.
O sindicato de São Leopoldo cita ainda dispositivos da Constituição Federal relacionados à liberdade de organização sindical e à livre manifestação do pensamento. O artigo 8º garante a liberdade sindical, enquanto o artigo 37, inciso VI, assegura aos servidores públicos o direito à livre associação sindical.
Publicações foram apagadas
Ainda de acordo com o Ceprol, as publicações feitas pelo prefeito foram posteriormente apagadas. Ao ser questionado sobre o conteúdo, Finck teria argumentado que se tratava de sua “rede social particular”, na qual, segundo ele, “posta e apaga” o que quiser.
O Ceprol contesta a justificativa e afirma que, por se tratar de declarações feitas por um prefeito, as manifestações não podem ser dissociadas do cargo público ocupado por Finck.
A entidade também manifestou apoio ao Sindicato dos Professores de Novo Hamburgo e à categoria, defendendo que os conflitos entre governo e representação sindical sejam tratados por meio do diálogo.
A manifestação do Ceprol ocorre em meio às discussões políticas após o primeiro turno das eleições e coloca novamente em evidência a relação entre a administração municipal de Novo Hamburgo e a representação dos professores da rede pública.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br / Bado Jacoby

























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