Com Juliana Brizola, evento organizado pelo PDT em São Leopoldo acaba tendo o PT como protagonista - Por Bado Jacoby
- Start Comunicação

- 29 de jun.
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O encontro que marcou o lançamento das pré-candidaturas de Juliana Brizola (PDT) e Edgar Pretto (PT) ao Governo do Estado, realizado na noite de sexta-feira (26), na Sociedade Orpheu, acabou produzindo uma leitura política diferente daquela imaginada pelos organizadores. Embora promovido pelo PDT de São Leopoldo, o evento teve como principal protagonista o PT, tanto pela presença de suas principais lideranças quanto pela participação maciça de seus representantes locais.
A mobilização reuniu um expressivo time de lideranças estaduais e nacionais do campo progressista. Além da chapa majoritária, participaram os pré-candidatos ao Senado Manuela D'Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT), os deputados federais Pompeo de Mattos (PDT), Maria do Rosário (PT) e Fernanda Melchionna (PSOL), além de diversas lideranças regionais. O peso político do encontro era inegável. O que acabou chamando a atenção, porém, foi justamente a reduzida presença de parte das principais lideranças do PDT leopoldense.
Principal liderança do PT em São Leopoldo, ex-prefeito por quatro mandatos e agora pré-candidato à Câmara dos Deputados, Ary Vanazzi foi um dos grandes protagonistas da noite. Coube a ele fazer a abertura política do ato, defender a aliança entre PT e PDT e conclamar a militância para o processo eleitoral de 2026. O evento também reuniu os pré-candidatos à Assembleia Legislativa Ana Affonso e Nelson Spolaor, o pré-candidato a deputado federal Fufa Azevedo, que mantém forte ligação com São Leopoldo e praticamente toda a bancada petista da Câmara Municipal, evidenciando o alto grau de mobilização do partido no encontro.
Mas foi justamente do lado do PDT que surgiram as principais observações do encontro que mobilizou cerca de 800 pessoas.
Apesar de o evento ter sido organizado pelo diretório leopoldense da legenda, a participação das principais lideranças municipais ficou muito aquém do esperado. Dos cinco vereadores que compõem atualmente a bancada pedetista na Câmara Municipal, apenas o presidente do partido e também presidente do Legislativo, Fabiano Haubert, participou do ato. A secretária municipal Iara Cardoso também esteve presente, assim como a vereadora suplente Edite Lisboa, a Cigana. Os demais parlamentares da sigla não compareceram.
As ausências também alcançaram integrantes do primeiro escalão do governo municipal filiados ao PDT, cuja participação era considerada natural em um evento que tinha justamente o objetivo de demonstrar unidade partidária e fortalecer o projeto estadual da legenda.
É evidente que cada ausência pode ter uma justificativa individual. No entanto, na política, o simbolismo quase sempre fala mais alto. E, em um encontro concebido para transmitir coesão e mobilização, a baixa presença de parte das principais lideranças pedetistas acabou chamando mais atenção do que muitos dos discursos.
O contraste foi inevitável. Enquanto o PT compareceu mobilizado, ocupando o centro das articulações políticas da noite, o PDT mesmo sendo o responsável pela organização do ato e com todo o esforço e mobilização de seu presidente municipal, apresentou uma representação bastante reduzida de suas lideranças locais.
Por isso, o encontro da Sociedade Orpheu acabou produzindo uma leitura que vai muito além do lançamento de uma pré-candidatura. A atividade serviu como um termômetro da capacidade de mobilização das duas legendas e deixou uma impressão difícil de ignorar: embora o palco fosse compartilhado entre PT e PDT, quem ocupou o protagonismo político da noite foi o Partido dos Trabalhadores. Para um PDT que busca demonstrar unidade e protagonismo, a imagem deixada pelo evento certamente alimentará reflexões e conversas internas nos próximos dias.
Bado Jacoby, é repórter e apresentador da Start Comunicação
























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