Crise do PSDB leopoldense é o retrato do encolhimento e quase extinção do partido na cidade - Por Bado Jacoby
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A situação do PSDB de São Leopoldo é mais um retrato da quase extinção e transformação do partido em uma sigla nanica da cidade. A apresentação da nova Executiva Municipal do partido não poderia ter ocorrido de forma mais confusa e simbólica do atual momento tucano. O episódio ajuda a explicar como uma sigla que já governou o Brasil, comandou o Rio Grande do Sul até poucos meses atrás e teve protagonismo político em São Leopoldo, chegou a um estágio de quase irrelevância.
O processo de transformação do PSDB leopoldense em um partido nanico começou há cerca de 14 anos, quando o grupo conhecido como “senhores da excelência em gestão” assumiu o controle da sigla. A partir dali, o partido foi gradativamente desmontado, arrastando consigo estruturas internas, quadros históricos e, de forma emblemática, a própria carreira política do ex-prefeito Aníbal Moacir, que foi a maior vítima daquela aventura política e administrativa. Desde então, o PSDB vem definhando a cada eleição, até alcançar a frágil condição atual.
A recente decisão vertical do comando estadual de nomear Régis Sanchez como novo presidente municipal pegou de surpresa a maioria dos tucanos históricos e até mesmo candidatos das últimas eleições. Segundo relatos de figuras importantes do partido, não houve qualquer aviso prévio ou consulta sobre a mudança na direção local. O episódio expôs o distanciamento entre a cúpula partidária e suas bases.
A confusão se estendeu ao próprio governo municipal. Muitos sequer sabiam que o PSDB integrava a base de apoio e, mais surpreendente ainda, foi o anúncio do “rompimento” da nova Executiva com a administração. Na prática, porém, nada muda. Quem ocupa cargos ou mantém vínculos formais com o governo deve deixar a sigla sem maiores traumas e seguir normalmente na gestão.
A vida da nova Executiva Municipal não tende a ser fácil. É bastante provável que o partido encolha ainda mais, reduzindo algo que já é pequeno. As possibilidades de crescimento em São Leopoldo são mínimas, diante do contexto municipal, estadual e federal. O que se viu até agora é que a forma atrapalhada de apresentação da nova direção apenas reforçou uma constatação: o PSDB leopoldense ainda respira, mas segue politicamente isolado, sustentado mais por aparelhos do que por apoio real de sua militância ou do eleitorado.
Bado Jacoby, é apresentador, repórter e titular da editoria política da Start Comunicação






























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