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Defesa de Julian Assange quer evitar extradição alegando que EUA pretendem sequestrá-lo e matá-lo


Audiência será dia 27, mas sentença só será anunciada em dezembro. | Imagem: Daniel Leal-Olivas/AFP.

A dois dias da nova audiência na Suprema Corte britânica que pode selar o destino do fundador do Wikileaks Julian Assange, sua companheira Stella Moris, convocou a imprensa para questionar os riscos de enviar Assange para o país que planejou sequestrá-lo e matá-lo enquanto estava asilado na embaixada do Equador.


Foi a primeira entrevista coletiva de Morris desde o início do caso. Ela estava acompanhada de Kristinn Hrafnsson, Editor-chefe do site Wikileaks, e de Rebecca Vincent, diretora de campanhas globais da organização Repórteres Sem Fronteiras.


Moris parecia cansada e abatida, parando de falar algumas vezes e mantendo-se de cabeça baixa. Ela tem dois filhos com Assange, de um relacionamento que surgiu quando o visitava na embaixada do Equador. Advogada, ela detalhou a linha de defesa que será adotada na fase final do processo, que ressaltará os riscos que o ativista poderá correr se for extraditado.


A suposta intenção dos Estados Unidos de sequestrar Assange e matá-lo durante o período em que ele estava asilado na Embaixada do Equador foi revelada em denúncia publicada pelo Yahoo, com base em documentos obtidos pelo site que servirão de base para a argumentação da defesa de Assange.


Yahoo revelou plano dos EUA para matar Assange


Em setembro, o Yahoo revelou que a CIA, agência do serviço secreto dos Estados Unidos (EUA), avaliou sequestrar e matar o fundador do Wikileaks, Julian Assange em 2017.


Na época, Assange entrava em seu quinto ano asilado na embaixada do Equador em Londres, e funcionários do governo Trump debatiam a legalidade e praticidade de uma operação para retirar o ativista do local, segundo a apuração.


Altos funcionários da CIA e da administração Trump solicitaram “esboços” de como assassiná-lo. As discussões sobre o sequestro e possível assassinato de Assange ocorreram “nos escalões mais altos” do governo Trump, disse um ex-oficial da contra-espionagem ao Yahoo. “Parecia não haver limites.”


Fonte: MediaTalks

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