Desativação de segunda ambulância avançada do SAMU gera divergência entre Prefeitura e Conselho de Saúde
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A desativação da segunda Unidade de Suporte Avançado (USA) do SAMU 192 em São Leopoldo passou a gerar divergência entre a Prefeitura e o Conselho Municipal de Saúde. A ambulância SA-43 deixou de operar como unidade avançada a partir desta segunda-feira (31), reduzindo para uma o número de USAs disponíveis no município.
Em nota divulgada na manhã desta terça-feira (1º), o Conselho Municipal de Saúde criticou a decisão e afirmou que a medida foi tomada sem comunicação prévia ou deliberação do órgão. O CMS sustenta que a retirada da unidade contraria o Plano Municipal de Saúde 2026-2029, a Programação Anual de Saúde e uma resolução do próprio Conselho que previa a manutenção da SA-43 como USA.
O Conselho também aponta aumento na demanda. Segundo dados apresentados pelo órgão, a média mensal de atendimentos das unidades de suporte avançado teria passado de 188 para 343 entre os períodos analisados de 2025 e 2026, crescimento de cerca de 82%. Para o CMS, a redução da estrutura pode comprometer a resposta a ocorrências de maior gravidade.
A Prefeitura, por outro lado, afirma que a decisão levou em consideração o perfil atual dos atendimentos, a demanda regional e os custos de manutenção da segunda equipe. Segundo a Fundação Municipal de Saúde, a manutenção da SA-43 como USA representa um custo aproximado de R$ 300 mil por mês, entre equipe terceirizada e manutenção.
A administração também avalia que mudanças na estrutura de saúde de municípios da região reduziram parte da demanda que anteriormente justificava a segunda unidade avançada.
A discussão chegou à Justiça. O Ministério Público ingressou nesta terça-feira com ação civil pública pedindo o restabelecimento da SA-43 como Unidade de Suporte Avançado, com equipe completa disponível 24 horas. O MP também solicitou que o município apresente os estudos técnicos utilizados para embasar a decisão.
A Unidade de Suporte Avançado é destinada a atendimentos de maior complexidade e conta com estrutura semelhante à de uma UTI móvel. A Prefeitura defende que a mudança adequa o serviço à realidade atual; já o Conselho e o Ministério Público questionam se a redução da estrutura pode afetar a capacidade de resposta às emergências.
Da redação do www.startcomuicacaosl.com.br /Bado Jacoby
























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