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Educação em São Leopoldo: Desafios, avanços e planos para o futuro


Secretário Jéferson Falcão e secretária adjunta Cris Roos destacam prioridades na educação municipal, inclusão e infraestrutura escolar

Foto: Mariana Santos
Foto: Mariana Santos

Nesta quarta-feira (26), o Programa Start News, recebeu o secretário de Educação de São Leopoldo, Jéferson Falcão, e a secretária adjunta, Cris Roos, que discutiram os desafios e avanços na gestão da pasta, destacando o compromisso com a inclusão, a humanização e a melhoria da infraestrutura escolar.


Jéferson Falcão, servidor público há quase 20 anos e ex-conselheiro tutelar, assumiu a Secretaria de Educação ao lado de Cris Roos, conhecida pela expertise técnica e pela trajetória na construção do plano de governo para a educação.


A dupla encontrou a Secretaria de Educação desorganizada em alguns setores e iniciou um intenso trabalho de reestruturação. "Em janeiro e fevereiro, trabalhamos de 10 a 12 horas por dia para colocar a casa em ordem para o início do ano letivo" relatou o secretário.


Inclusão: Uma prioridade na Rede Municipal


A inclusão de alunos com deficiência (PCD) foi um dos principais temas abordados. Segundo Cris Roos, o município atende mais de mil crianças e estudantes com PCD. Para oferecer o suporte necessário, cerca de 540 estagiários são necessários. "Já chamamos em torno de 420 estagiários e esperamos completar o quadro até a primeira quinzena de março", informou Falcão.


A preparação dos estagiários inclui entrevistas e formações específicas para lidar com o público da inclusão. No entanto, a alta taxa de desistência dos estagiários tem sido um desafio. "Na semana passada, começamos com 11 desistências e, na quinta, mais nove. São diversas razões, desde questões financeiras até a distância das escolas" explicou Cris.


Infraestrutura escolar e outros desafios


A falta de novas escolas nos últimos dez anos tem gerado dificuldades no atendimento da demanda local. Em algumas regiões, a ausência de unidades próximas força as famílias a matricularem os filhos em bairros mais distantes, o que exige a oferta de transporte escolar.


"Estamos trabalhando no projeto da EMEI Vila Nova, que vai atender 376 crianças em turno parcial ou 188 em turno integral. Isso vai ajudar a desafogar a demanda na região" destacou Falcão.


A secretária adjunta ressaltou o impacto da enchente, que provocou um êxodo de famílias para outras regiões da cidade. "A Feitoria, Rio Branco, Campestre e Vila Nova estão entre as áreas mais desafiadoras para garantir vagas escolares" afirmou.


A Central de Matrículas, gerida em cooperação entre o município e o Estado desde 2013, também enfrenta dificuldades, especialmente na alocação de vagas para o ensino médio.

"Recebemos muitas cobranças de pais. A central única gerencia todas as vagas, mas não temos autonomia para abrir novas vagas no ensino médio, que é responsabilidade do Estado", explicou Cris Roos.


Entre as obras em andamento, a Escola Otília Rieth foi destaque. A unidade, uma das mais afetadas pela enchente, teve apenas 23% da reforma concluída quando a nova gestão assumiu.


"Foi um grande esforço para regularizar os pagamentos, retomar contratos e entregar a escola no primeiro dia letivo", comentou Falcão. A Escola Girassol, na Vila Brás, também deve ter a primeira fase da obra entregue nas próximas semanas, ampliando a oferta de vagas no município.


A atual gestão tem promovido uma aproximação com os servidores da educação e as equipes diretivas das escolas. "Desde o primeiro dia, praticamos a humanização e a gestão democrática. Recebemos as 99 escolas municipais e conveniadas para ouvir suas demandas e atuar na solução dos problemas" afirmou Falcão.


A parceria com o sindicato dos professores e o diálogo constante reforçam o compromisso da gestão com a transparência e o respeito aos profissionais da educação.


Altas Temperaturas e ações emergenciais


Com as altas temperaturas do verão, a Secretaria de Educação tem enfrentado dificuldades para garantir o conforto térmico nas escolas.


"Estamos realizando um levantamento das necessidades de climatização e trabalhando para equipar todas as escolas com ar condicionado" explicou Cris Roos.


Enquanto o processo de compra e instalação dos equipamentos avança, a Secretaria orientou as escolas a adotar medidas paliativas, como atividades ao ar livre, flexibilização de horários e oferta de água fresca.


Material Escolar e equidade


A entrega de kits escolares será ampliada em 2025. Ao invés de priorizar apenas escolas com maior percentual de alunos do Bolsa Família, a gestão adotará o critério de equidade.


"Achamos justo oferecer kits iguais para todos, considerando o contexto de calamidade e o deslocamento de famílias após a enchente" destacou Cris.


Os kits incluirão mochila, estojo e cerca de 15 itens essenciais, promovendo um início de ano mais inclusivo e organizado para todos os estudantes.


Planejamento para o futuro


Além das ações emergenciais, a Secretaria de Educação de São Leopoldo já foca no planejamento a longo prazo.


"Nosso objetivo é construir novas escolas e buscar recursos para isso. Já estamos trabalhando no projeto da EMEI Vila Nova e planejando a manutenção de programas consolidados, como o Mais Educa e a feira do livro", anunciou Falcão.


A gestão também pretende iniciar o processo de compra de materiais escolares já em outubro, garantindo que em 2026 os kits sejam entregues antes do início do ano letivo.


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