El Niño deve aumentar risco de chuva extrema e enchentes no RS no segundo semestre
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O fenômeno climático El Niño está em formação no Oceano Pacífico e deve provocar aumento significativo das chuvas no Sul do Brasil ao longo do segundo semestre deste ano. Conforme análise da MetSul Meteorologia, o Rio Grande do Sul volta a entrar em alerta para episódios de chuva excessiva, temporais e possíveis impactos hidrológicos graves entre o fim do inverno e a primavera.
Segundo a MetSul, os primeiros efeitos mais intensos devem aparecer já nos próximos 30 a 45 dias no Paraná, principalmente na região Oeste, que tende a ser o primeiro estado do Sul a enfrentar episódios de precipitação volumosa neste novo ciclo do El Niño.
Na sequência, Santa Catarina e principalmente o Rio Grande do Sul devem registrar aumento expressivo da chuva durante a segunda metade do inverno e ao longo da primavera. Meteorologistas alertam para risco elevado de eventos de chuva excessiva a extrema, com potencial para provocar enchentes, cheias de rios, alagamentos e deslizamentos.
Apesar das preocupações, especialistas ressaltam que o novo El Niño não deve necessariamente repetir o cenário das enchentes históricas de 2024 no território gaúcho. A MetSul explica que cada evento possui características próprias e que diversos fatores atmosféricos contribuíram para a tragédia climática registrada no ano passado.
Mesmo assim, a tendência preocupa devido ao histórico de impactos do El Niño no Rio Grande do Sul. O fenômeno costuma favorecer maior frequência de frentes frias, corredores de umidade e áreas de baixa pressão sobre a Região Sul, aumentando os períodos de instabilidade e chuva persistente.
Meteorologistas destacam que os próximos meses exigirão acompanhamento constante das projeções climáticas e atenção especial das autoridades e da população em áreas com histórico de enchentes e deslizamentos.
FONTE: Metsul
























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