Estudantes gaúchos conquistam prêmio internacional com curativo biodegradável
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Dois estudantes de 17 anos de Gravataí conquistaram o título de vencedores da América Central e do Sul no The Earth Prize 2026, considerado o maior prêmio ambiental do mundo voltado para jovens.
Bernardo Renner e Ísis Valentin desenvolveram um curativo biodegradável produzido com babosa (aloe vera) e camomila, criado como alternativa às bandagens plásticas convencionais.
O projeto recebeu o nome de Hada, termo japonês que significa “pele”, e nasceu a partir das experiências da dupla durante atividades nas quadras de vôlei.
Alunos do Colégio Sinodal Prado, os estudantes buscavam uma solução para os curativos tradicionais, que costumam atender apenas pequenos ferimentos e ainda geram grande quantidade de resíduos plásticos. O material criado pelos jovens auxilia na cicatrização e pode se decompor no solo em até 48 horas.
Segundo a organização do prêmio, o projeto já possui protótipos em funcionamento e apresentou resultados positivos nos testes iniciais de aderência, flexibilidade e ação antimicrobiana.
Além disso, Bernardo e Ísis produziram quatro artigos científicos e mantêm parcerias com instituições e especialistas do Rio Grande do Sul, entre eles o Instituto Caldeira e a Prado Tech, em Gravataí.
“Começamos tentando resolver um problema que nós mesmos vivenciamos, mas rapidamente percebemos que ele era muito maior do que isso. Algo tão pequeno quanto uma bandagem é usado por milhões de pessoas todos os dias. Vencer o The Earth Prize nos dá a chance de levar o Hada para o uso no mundo real e resolver um problema exponencial: a dependência humana do plástico”, afirmam os estudantes Bernardo e Ísis.
A conquista veio após uma disputa que reuniu cerca de 6 mil estudantes. Como prêmio, a dupla receberá US$ 12,5 mil (aproximadamente R$ 63 mil) para continuar desenvolvendo a tecnologia e ampliar o uso do biocurativo em escolas, centros esportivos e espaços de saúde.
Criado pela Earth Foundation, organização sem fins lucrativos sediada em Genebra, na Suíça, o The Earth Prize reúne participantes de 13 a 19 anos de 169 países e territórios, somando mais de 21 mil estudantes concorrentes desde sua criação. Agora, os vencedores regionais seguem na disputa pelo prêmio global, definido por votação pública no fim de maio.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Maitê Lima | Fonte: G1 RS
























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