EUA e Israel intensificam ataques no Irã e ampliam tensão no Oriente Médio
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- 31 de mar.
- 2 min de leitura

Ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos e por Israel atingiram instalações militares no Irã nesta terça-feira (31), provocando danos a um importante centro religioso e causando cortes de energia em diferentes regiões do país.
A ofensiva ocorre após o presidente americano, Donald Trump, ameaçar atingir a infraestrutura energética iraniana. Apesar de tentativas diplomáticas, o conflito no Oriente Médio segue sem sinais de trégua após mais de um mês de confrontos.
Imagens verificadas pela agência AFP mostram fortes explosões e colunas de fumaça em Isfahan, enquanto a mídia estatal relatou danos à Grande Hosseiniya, um centro religioso xiita localizado em Zanjan, onde quatro pessoas morreram.
Na capital Teerã, moradores enfrentaram cortes de energia e uma sequência de explosões em diferentes áreas. O Exército israelense chegou a orientar a população de um bairro a permanecer em casa diante da possibilidade de novos ataques à infraestrutura militar.
Estreito de Ormuz no centro da crise
O estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, tornou-se peça central nas tensões. Segundo o Wall Street Journal, Trump avalia priorizar a diplomacia para garantir a reabertura da rota, embora publicamente mantenha ameaças de novos ataques.
Entre os possíveis alvos mencionados estão a ilha de Ilha de Kharg e instalações energéticas estratégicas. Já a imprensa iraniana relatou ataques a uma usina de dessalinização na ilha de Qeshm.
Retaliações e impacto regional
O Irã respondeu com disparos de mísseis durante a noite, atingindo áreas no Golfo e provocando explosões em Jerusalém. Em Dubai, também foram registrados impactos, com feridos após a queda de destroços.
A Arábia Saudita informou ter interceptado mísseis e drones, enquanto um petroleiro com bandeira do Kuwait foi atingido próximo a um porto.
Crise se amplia e mobiliza a ONU
O conflito já envolve outros países da região, como o Líbano, após ataques do grupo Hezbollah em apoio ao Irã.
Diante da escalada, a Organização das Nações Unidas convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança em Nova York, após a morte de três soldados de paz da missão UNIFIL.
Mesmo com discussões sobre possíveis saídas diplomáticas, os recentes acontecimentos indicam uma escalada preocupante, com impactos humanitários e econômicos cada vez mais amplos.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo
























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