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Ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins, é preso após decisão do STF


Foto : X / Reprodução
Foto : X / Reprodução

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (2) Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Martins foi detido em sua residência, em Ponta Grossa (PR), onde cumpria prisão domiciliar, e encaminhado a um presídio da região.

A prisão foi determinada após Moraes apontar possível descumprimento das medidas cautelares impostas no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado. Em 29 de dezembro, o ministro havia dado prazo de 24 horas para que a defesa explicasse uma suposta violação das restrições.


Segundo Moraes, Martins teria acessado seu perfil no LinkedIn no mesmo dia para pesquisar perfis de terceiros, o que é proibido, já que o ex-assessor estava impedido de utilizar redes sociais por decisão do STF.

A defesa negou que Martins tenha usado a plataforma ou feito qualquer tipo de publicação. Os advogados afirmaram que o perfil estaria sob controle da equipe jurídica apenas para preservar provas, organizar informações relevantes ao processo e auditar históricos digitais. “O defendente não utilizou a plataforma LinkedIn, nem realizou qualquer ato de manifestação pública ou comunicação por meio dela”, alegaram.

No entanto, ao determinar a prisão, Moraes afirmou que houve descumprimento da medida cautelar e que a própria defesa reconheceu a utilização da rede social, rejeitando a justificativa apresentada. Para o ministro, Martins demonstrou “total desrespeito” às normas impostas e às instituições democráticas.


Um dos advogados de Martins, Ricardo Scheiffer, disse ao Estadão que desconhece o motivo da prisão, alegando que foi entregue apenas o mandado, sem justificativa detalhada. Ele afirmou ainda que acompanhou a prisão por coincidência e declarou que o ex-assessor está tranquilo e disposto a enfrentar o processo.

No último dia 26, Moraes havia determinado a prisão domiciliar de Martins e de outros nove réus, sob o argumento de risco de fuga. A decisão ocorreu após casos recentes de evasão de investigados, como o de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, e do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).


Filipe Martins integra o chamado “núcleo 2” da trama golpista e foi condenado pelo STF a 21 anos e seis meses de prisão. Ele permanecia em liberdade porque a condenação ainda não transitou em julgado, cabendo recursos da defesa.


Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo

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