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Falta de vagas em presídios volta a gerar filas de viaturas com presos no RS e preocupação na área de segurança

Um problema na área da segurança pública do Rio Grande do Sul, que parecia estar controlado, voltou a preocupar autoridades e profissionais da área. Na tarde desta terça-feira (10), a Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (ASDEP) divulgou uma nota pública alertando para o risco de colapso no núcleo responsável pela gestão das vagas no sistema prisional do Estado.


De acordo com a entidade, o problema atinge novamente o Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (NUGESP), setor que controla o encaminhamento de presos para unidades prisionais no Rio Grande do Sul. Segundo a nota, a falta de vagas faz com que viaturas policiais acabem sendo utilizadas como prisões provisórias, situação que sobrecarrega o efetivo da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e também de outras setores da segurança, como a Brigada Militar e Guardas Municipais.


Ainda conforme a associação, imagens recebidas pela entidade mostram 11 viaturas da Polícia Civil na fila do NUGESP, sediado em Porto Alegre, aguardando a definição de vagas no sistema penitenciário. Com presos dentro dos veículos, os policiais ficam impedidos de retornar às atividades de investigação e policiamento, o que compromete o fluxo normal da segurança pública.


Informações obtidas pela reportagem da Start Comunicação,  indicam que a situação não está restrita à capital gaúcha. Problemas semelhantes também vêm sendo registrados em outras cidades do Estado.


SITUAÇÃO EM SÃO LEOPOLDO


Em São Leopoldo, a situação também preocupa. De acordo com informações da área de segurança do município e da própria prefeitura, viaturas da Guarda Municipal permaneceram paradas durante a tarde desta terça-feira (10), aguardando a destinação de vagas no sistema prisional, com detentos dentro dos veículos.


Para o prefeito Heliomar Franco, que é delegado da Polícia Civil aposentado, o cenário agrava a situação da segurança pública no município e em outras cidades, já que as viaturas deixam de cumprir sua principal função. “Esses veículos deveriam estar nas ruas realizando o policiamento ostensivo na cidade, mas acabam ficando parados aguardando vagas para os presos”, destacou.


Autoridades da área de segurança alertam que a repetição desse cenário pode comprometer o atendimento de ocorrências e ampliar a sensação de insegurança, caso o problema de vagas no sistema prisional não seja solucionado de maneira urgente.


Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br/Bado Jacoby

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