Filme “Uma Batalha Após a Outra” vence seis Oscars; Brasil fica sem estatuetas
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- há 1 hora
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O filme “Uma Batalha Após a Outra”, dirigido por Paul Thomas Anderson e estrelado por Leonardo DiCaprio, foi o grande vencedor da 98ª edição do Oscar, realizada no domingo. A produção levou seis estatuetas, incluindo Melhor Filme.
Indicado em 13 categorias, o longa garantiu a Anderson seus primeiros prêmios da Academia, nas categorias Melhor Filme, Direção e Roteiro Adaptado. Inspirado no romance Vineland, de Thomas Pynchon, o filme retrata o retorno do passado de um ex-revolucionário em meio a tensões políticas nos Estados Unidos.
Outro destaque da noite foi “Pecadores”, de Ryan Coogler, que conquistou quatro prêmios. O filme rendeu a Michael B. Jordan o Oscar de Melhor Ator, enquanto Coogler venceu na categoria Melhor Roteiro Original.
Entre as atuações, Jessie Buckley venceu como Melhor Atriz por Hamnet, e Amy Madigan levou Melhor Atriz Coadjuvante por A Hora do Mal. Já Sean Penn ganhou Melhor Ator Coadjuvante por Uma Batalha Após a Outra, mas não compareceu à cerimônia.
Na categoria Filme Internacional, o vencedor foi o norueguês “Valor Sentimental”, superando o brasileiro “O Agente Secreto”, que tinha quatro indicações, mas saiu da premiação sem troféus.
Apesar de não conquistar estatuetas, especialistas destacam que o desempenho de “O Agente Secreto” no circuito internacional representa uma vitória importante para o cinema nacional.
Segundo o jornalista e crítico de cinema Gabriel Amora, a presença do longa em grandes premiações reforça a relevância da produção brasileira no cenário mundial. “O Agente Secreto já produziu um efeito estrutural. O simples fato de ter circulado com força no circuito internacional, acumulando indicações e vitórias relevantes, especialmente em festivais como Cannes, reposiciona o cinema brasileiro como potência criativa contemporânea”, afirma.
A pesquisadora e professora do curso de Cinema e Audiovisual da ESPM, Cyntia Calhado, também avalia que o resultado não diminui a importância do filme. “Não existe um panorama em que O Agente Secreto saia moralmente derrotado. A campanha foi muito bem-sucedida”, destaca.
Além das indicações de “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, e de “O Agente Secreto”, o Brasil já recebeu outras 13 indicações ao Oscar em diferentes categorias, considerando produções nacionais e coproduções internacionais.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Metrópoles/Correio do Povo

























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