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Governadores do Nordeste defendem decreto de Lula sobre uso da força policial


Imagem: Marcelo Camargo/ Agência Brasil.
Imagem: Marcelo Camargo/ Agência Brasil.

Após críticas por parte de governadores do Sul e do Sudeste, o Consórcio Nordeste saiu em defesa do decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que regula o uso da força pelas polícias de todo o país. Assinada neste domingo (29), a nota diz que o decreto “não altera a autonomia dos Estados” nem normas que já estão em vigor.


“Ao contrário, ele reafirma a centralidade da prudência, do equilíbrio e do bom senso no exercício da atividade policial. Além disso, sublinha a necessidade de constante modernização das técnicas de atuação, promovendo mais segurança tanto para os profissionais quanto para a sociedade, sempre com a preservação da vida como prioridade absoluta”, dizem os governadores do Nordeste.


Assinam a nota:


  • Fátima Bezerra - Governo do Rio Grande do Norte;

  • Paulo Dantas - Governador de Alagoas

  • Jerônimo Rodrigues - Governador da Bahia

  • Elmano de Freitas - Governador do Ceará

  • Carlos Brandão - Governador do Maranhão

  • Rafael Fonteles - Governador do Piauí

  • Raquel Lyra - Governadora de Pernambuco

  • João Azevedo - Governador da Paraíba

  • Fábio Mitidieri - Governador de Sergipe


Na semana passada, governadores do Sudeste e do Sul assinaram nota criticando o decreto de Lula. Tarcísio Gomes de Freitas (São Paulo), Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Romeu Zema (Minas Gerais) e Ratinho Júnior (Paraná) pediram a revogação do decreto. Para eles, o governo estava se intrometendo em uma área que é definida pelos Estados: a condução da segurança pública.


As normas previstas no decreto não são impostas aos Estados e ao DF, responsáveis pelas Polícias Militares, Polícias Civis e Polícias Penais (que atuam nos presídios). Mas, para receber verbas federais para a segurança, os Estados terão que se adequar às diretrizes.


O decreto foi elaborado pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, com base em discussões em um grupo de trabalho que, segundo o Ministério da Justiça, reuniu representantes dos Estados. Segundo a pasta, as discussões duraram 12 meses e o decreto se atém a diretrizes para o uso da força, que por lei é “responsabilidade do governo federal”.


O que diz o decreto


Publicado na última terça-feira (24), o decreto do presidente Lula estipula que a arma de fogo só poderá ser usada por profissionais da segurança pública federal como último recurso. Também restringe o uso de armas de fogo contra pessoa desarmada que esteja em fuga e veículo que desrespeite o bloqueio policial.


Além disso, o uso de força só poderá ser feito quando outros recursos não forem suficientes e o nível de força utilizado seja compatível com a ameaça da situação. Também coloca que uso inadequado deve levar à responsabilização do policial.


Pelo decreto, será necessário planejamento nas operações para "prevenir ou minimizar o uso da força e para mitigar a gravidade de qualquer dano direto ou indireto que possa ser causado a quaisquer pessoas".


Fonte: g1

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