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Governo Milei anuncia plano para cortar mais 20 mil empregos públicos na Argentina


Foto: Tomas Cuesta/Getty Images
Foto: Tomas Cuesta/Getty Images

O governo da Argentina anunciou, nesta segunda-feira (19), um novo plano de demissão voluntária que tem como objetivo reduzir em 20 mil o número de empregos na administração pública. A medida se soma aos mais de 77 mil postos de trabalho já eliminados desde que Javier Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023.

O programa terá duração de um mês, a partir de 1º de novembro, e foi oficializado por meio de um decreto publicado no Diário Oficial. O texto aponta como objetivo promover uma alocação considerada mais eficiente dos recursos públicos.

O ministro de Desregulação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, afirmou nas redes sociais que o governo busca reduzir os gastos públicos para continuar diminuindo impostos.


Plano prevê pagamentos e restrições

A iniciativa prevê diferentes modalidades de pagamento, com valores definidos de acordo com a idade e o tempo de serviço dos funcionários que aderirem ao programa. Os participantes também ficarão impedidos de retornar à administração pública durante oito anos.

A Associação de Trabalhadores do Estado (ATE) anunciou uma manifestação contra a medida. O secretário-geral da entidade, Rodolfo Aguiar, criticou a iniciativa e afirmou que o sindicato considera o plano uma forma de demissão coercitiva, apesar de ser apresentado como voluntário.


Cortes atingem setores público e privado

Segundo dados divulgados por Sturzenegger em setembro, cerca de 21% dos postos de trabalho da administração pública nacional foram eliminados desde o início do governo Milei, o equivalente a aproximadamente 77,5 mil empregos.

Além das reduções no setor público, fontes sindicais apontam que 270 mil vagas formais também foram eliminadas no setor privado, em um cenário marcado por medidas de austeridade fiscal e queda da atividade econômica.

O ministro, por sua vez, afirma que foram criadas 400 mil vagas de trabalho. Esse cálculo, porém, inclui trabalhadores informais e autônomos.

A informalidade trabalhista na Argentina aumentou três pontos percentuais em três anos e chegou a cerca de 45%, conforme os dados apresentados no material de origem.


Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo

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